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segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Abracadabra

Aqui no Revival, já falamos do Gentle Giant e do progressivo caipira do Kansas.

Chegou a hora de fazer mais uma grande viagem. O Focus foi formado em 1969 na Holanda. É uma banda de rock progressivo das mais viajantes.

Com influências da música erudita, diversos improvisos e uma sonoridade bem peculiar, a formação original da banda contava com o organista e flautista Thijs van Leer, baixista Martin Dresden e baterista Hans Cleuver.

O primeiro som que ouvi dos caras foi "Hocus Pocus", quando a Kiss FM estava começando suas atividades. Foi no primeiro top 500 da rádio.

Abaixo, uma versão digamos, bem entorpecida.


Um show completo:

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Viagem Real

De vez em quando, as ideias para post do Revival vêm do nada.

Hoje, lembrei de uma banda que um amigo é fã, e que eu ainda não tinha conhecido muita coisa. Aí, resolvi procurar algum vídeo deles para deixar de trilha sonora nos fones de ouvido durante o expediente.

Não me arrependi. King Crimson tem um som pesado, viajante e cheio de influências do jazz e música erudita.

Formada pelo guitarrista Robert Fripp e baterista Michael Giles em 1969, a banda é mais um exemplo da técnica sendo utilizada em prol da música, e não o contrário. Em sua obra, eles conseguiram criar climas e atmosferas em sons que fazem você viajar.

Tempos malucos, mensagens fortes, melodias tensas e harmonias elaboradas. Tudo está presente.


Confira o show que contagiou minha tarde.



Boa viagem!

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Semana do Rock: Your entire future

"Listen to Tommy with a candle burning and you'll see your entire future"

- Quote from "Almost Famous"

Graças a Dio, o rock trouxe tantos álbuns bons que fica difícil escolher qual homenagear. Mas os mais clássicos talvez sejam mais conhecidos, então, numa proposta bem Revival, escolhi "Tommy". Tire um tempo para escutá-lo, acenda uma vela e lembre-se:


Por que "Tommy" é foda:
+ Um grande exemplo de álbum com continuidade
+ Conta uma história
+ É o melhor álbum do "The Who", o que não é pouca bosta
+ Mostra seu futuro

Quer ver? Então dê o play!


Tommy by Enzo Sunahara on Grooveshark


Leia também:

Semana do Rock.

Semana do Rock 2.

Semana do Rock 3.

Semana do Rock 4.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Semana do Rock: What is and What Should Never Be

O dia foi duro. Em uma fase estranha da vida, na qual o simples fato de ir direto para casa era uma derrota, havia um momento próprio de criação que se repetia naquele dia: uma dose de scotch, uma música e uma página em branco. Éramos rockstars e não sabíamos.

Quantas e quantas vezes eu não parei pra compor com trilha sonora e uma dose de uísque. Não sei se a poética desse clichê que me pegou, ou se tenho alma de roqueiro velho e não sabia. Só sei que, mesmo com a dura polêmica de escolher um álbum do Led Zeppelin pra falar sobre, escolhi o segundo. Porque meu favorito é o quarto álbum, uma obra-prima da humanidade, mas o segundo foi o que mais me inspirou.

Capa pra você não errar na hora de comprar na loja.

Por que o Led Zeppelin "II" é foda:
+ Saiu em 1969, que foi um puta ano pra música
+ Mistura rock, blues e folk
+ É considerado um dos álbuns mais influentes da história
+ Foi gravado em estúdios obscuros e precários
+ Tem solo de bateria do John Fucking Henry Bonham
+ Tem "What is and What Should Never be"

Led Zeppelin II by Enzo Sunahara on Grooveshark

"...and if I say to you tomorrow..."

Divirta-se!

Leia também:

Semana do Rock.

Semana do Rock 2.

Semana do Rock 3.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Semana do Rock

Dia 13 de julho é o Dia Mundial do Rock. Por isso, combinei com o Enzo de fazermos uma maratona de nossos álbuns favoritos durante toda a semana. Um grande tributo.

Tínhamos conversado várias vezes, e ele até postou aqui sobre o assunto, que a geração iTunes/MP3 não sabe o prazer que é comprar um álbum na loja com capa, encarte e um grupo de músicas que representa a banda em algum determinado momento. Suas intenções, mensagens, contexto histórico e etc.

Abrir o plástico e ouvir o disco pela primeira vez, enquanto folheia o encarte e acompanha as letras. Não vou entrar no mérito aqui das sacanagens das gravadoras ao longo dos anos, piratarias, compartilhamentos e etc. Só vou falar da sensação inocente de comprar, ouvir e curtir um LP ou CD.

É diferente de um pendrive com MP3 e músicas agrupadas em ordem alfabética, ordem crescente de tamanho ou qualquer outro critério. As faixas tinham uma sequência por um motivo. Simplesmente diferente.

O primeiro disco da semana é o Powerage do AC/DC. Por sinal, meu disco favorito da banda que mais me inspirou como guitarrista até hoje.



Powerage foi gravado em 1978 e é o quinto álbum dos caras. Ainda com Bon Scott nos vocais, o disco tem uma sonoridade bluesy que me conquistou logo na primeira vez que ouvi. Ele mostra um amadurecimento da banda e um retorno às origens blueseiras de Angus e Malcolm Young.

Foi um ano até que movimentado. O Sex Pistols anunciavam o fim da banda; Black Sabath lançava seu oitavo disco, o último com Ozzy; Whitesnake e The Police lançavam seus álbuns de estreia; Rush lançava o Hemisphere e Ramones, o Road to Ruin, com o baterista Marky Ramone.

A primeira faixa que ouvi do Powerage foi Gone Shootin'. Ironicamente, no disco que tinha a trilha sonora do longa do Beavis e Butthead. Mais tarde, comprei o álbum e fiquei impressionado com os riffs, timbres e pegada.

Gone Shootin'.


Álbum completo.


Não me lembro onde li que o AC/DC é o Rolling Stones plugado no 220 v. Faz muito sentido.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Mamãezona

Engraçado como algumas coisas vão fazendo sentido com o passar dos anos.

A primeira vez que ouvi a Big Mama Thornton foi quando passei na galeria do Rock para procurar alguns DVD's raridades.

Ela realmente é uma figura interessante.

Nascida em 1926, Big Mama Thornton foi uma excelente vocalista e gaitista que fez sucesso na década de 50.

Uma blueseira que foi influência para uma série de artistas. Ela foi a primeira a gravar "Hound dog", que mais tarde fez sucesso com Elvis.

Também compôs o blues "Ball and Chain" que foi regravado pela Janis Joplin anos mais tarde.

Curtam a voz visceral e repleta de feeling da Big Mama.

Hound Dog.


Ball and Chain.



Um disco gravado com a banda do Muddy Water.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Back in town


Na primeira vez que ouvi um som dos caras, na Kiss FM, achei foda. Aí, veio o solo de guitarra. Lindo demais.

A música em questão era "She knows" e a banda, Thin Lizzy.

Resolvi ir mais a fundo. Lembrei que o Metallica tinha feito uma versão de outra música deles: "whiskey in the jar". A original é fantástica também.

Formada em 1969 em Dublin, a banda toca um hard rock bem estradeiro. Daqueles sons que fazem você se imaginar em uma Harley Davidson ou em um Cadillac numa viagem pela rota 66. Ou simplesmente viajando sem rumo por aí.

A sonoridade é bem peculiar. Um drive leve de guitarra, influências do blues, rock, psicodelia, country e música folclórica irlandesa.

Hora de curtir o som dos caras.

"Eu vou tomar rum de abadá!". Um falso cognato em "Whiskey in the jar".


Um lindo solo de guitarra em "she knows".


Um show completo.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Clima verde

Dias atrás, ajudei um amigo a fazer uma lista de músicas que criariam um clima propício para o jantar romântico que ele preparava.

A lista foi finalizada e deu tudo certo. Porém, ontem, percebi que esquecemos de um nome importantíssimo: Al Green.

Albert Green começou sua carreira na década de 50, mas seu maior sucesso veio no começo dos anos 70.

Let's stay together. Uma música que tem tudo: harmonia, melodia e letra. Todas lindas.

Agora imagine o cenário a seguir:

1 - Você está no show de uma banda que toca soul. Sua (seu) prospect/crush/pretendende/alvo está junto e há chances de êxito.

2 - A banda começa a tocar "Let's stay together".

3 - Vocês começam a dançar juntos.

4 - ACHIEVEMENT UNLOCKED!

Outra chance como essa, você só encontra se a banda tocar "Let's get it on" do Marvin Gaye. Tenho uma amiga que pode comprovar a efetividade do clima que essa música pode criar.

Vamos aos sons. Let's stay together:


Um show completo:

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Telecasters all over the world

Uma vez, vi um post no 9gag falando sobre como as pessoas só lembram das guitarras Les Paul e Stratocaster.

Uma grande injustiça com as Telecasters que também têm um puta timbre.

Enfim, uma introdução que serviria para puxar assunto em um elevador qualquer. O ponto é que, ao pensar nas Telecasters, a primeira banda que me vem à cabeça é o Status Quo.

Os caras formaram a banda na década de 60 para fazer um rock n' roll sincero, pesado, eficiente, cru e sem firulas.

Francis Rossi e Rick Parfitt, guitarristas do grupo, só ligaram os pedais de overdrive e mandaram ver.

Vale muito a pena conhecer o trabalho dos caras.

Abaixo, um dos hinos dos caras.


Para encerrar, mais um show completo para deixar rolando durante o expediente.


Rock n' roll all over the world.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Divas...

Aretha, Etta, Natalie, Billie, Bessie, Ella, Sarah... Algumas das divas que são eternas. Cada uma delas mereceria um post de homenagem aqui, mas hoje resolvi falar da Chaka Khan.

Ícone do R&B, funk, soul, hip hop e jazz, a premiada cantora começou sua carreira na década de 70 com a banda de funk The Rufus.

Confesso. A primeira vez que ouvi Chaka Khan foi na Alfa FM. A voz dela impressiona logo de primeira. Um timbre rasgado, forte, encorpado e ao mesmo tempo, suave e aveludado.

No fim, é quase como descrever um bom vinho. Alguns estudam, outros ficam chatos por terem estudado e alguns simplesmente curtem. Sem endeusar, cultuar ou convencer os outros do que é melhor.

Hora de ouvir.

Alfa FM!


Uma versão arrepiante.


Com Rufus.


Um show com um PUTA time de músicos.


Referência nerd que não poderia passar: seria ela a cantora mais próxima do poder de deus? :-P

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Groove em família


Minha paixão pelo som do Sly and the Family Stone só foi crescendo com o tempo.

A banda é mais um exemplo do "peso fora do rock". A psicodelia também está presente em músicas cheias de atitude e mensagens fortes.

O que destacar? Vocais e composições lindas de Sly; grooves dançantes de baixo, guitarra e bateria e diversos arranjos vocais. Tudo em perfeita harmonia.

Formada em 1967, sabe-se que a banda foi influência para uma porrada de artistas que seguiram essa mistura de funk, soul, rock e psicodelia.

Vale muito a pena conhecer toda a discografia da banda.

Sly and the Family Stone é outra banda que achei no meio dos discos da minha mãe. A primeira deles que ouvi foi "Everyday People". Logo de cara, uma letra linda.

Só um trechinho:

I am no better and neither are you
We're all the same whatever we do
You love me you hate me
You know me and then
Still can't figure out the bag I'm in
I am everyday people

Em franqueza resumida: todo mundo caga, mija, peida, trepa e vira adubo quando morre. O tempo passa e uma mensagem de 1968 ainda precisa ser dita.

Para todos os everyday people:


E agora, um puta riff de guitarra funk em "Sing a simple song":


Thank you!


Para encerrar, um show. Pena que não encontrei um registro com qualidade melhor. Mas dá para curtir! O som está bom.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Doctor is in


Quando comecei a pesquisar a história, músicas e artistas de blues, minha primeira direção foi a de procurar tributos, coletâneas e os artistas clássicos.

Depois, fui ramificando e segui meus caminhos, mas essa trajetória não vem ao caso aqui.

O ponto interessante é que, em todos as reuniões, shows, tributos, filmes e etc, tinha um cara discreto ali nas teclas.

Usando um terno, chapéu e com uma voz rouca e marcante, Dr. John é presença garantida no time dos grandes blueseiros ainda vivos.

Ele estava na homenagem ao Stevie Ray Vaughan, no Crossroads, no Blues Brothers, no Lightning in a Bottle (traduzido como "A história do Blues"), em um soundstage com Muddy Waters, Johnny Winter, no álbum do B.B. King dedicado ao Louis Jordan e por aí vai...

Extremamente talentoso nessas apresentações, valeu a pena conferir as composições do cara: muito Blues, Jazz, Soul, Boogie Woogie e Rock n' Roll.



Cold shot, com Jimmy Vaughan no tributo ao Stevie Ray Vaughan.


A primeira parte de uma jam com o Johnny Winter:


Abaixo, o link para as outras partes:

Parte 2/7

Parte 3/7

Parte 4/7

Parte 5/7

Parte 6/7

Parte 7/7

Por fim, o canal oficial de YouTube.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Can't get enough


Dizem que a banda no céu está ficando cada vez melhor.

Muitos ídolos estão indo embora. Talvez só tenham voltado para o planeta deles. Tudo depende da crença.

Alguns deixam muita saudade.

Duas mortes que, em particular, me marcaram demais ao serem anunciadas na televisão foram as de Tim Maia e Barry White.

O Tim dispensa apresentações, e hoje, quis relembrar a poderosa voz grave do maestro Barry White.

Conversava esses dias sobre o fato de que a maioria das músicas que tocam a gente no peito são tristes. Para compensar, fiquei pensando nas músicas que têm alto astral e que mesmo assim criam uma reação parecida.

No comando da Love Unlimited Orchestra, Barry compôs harmonias e arranjos arrepiantes.

São temas românticos, cheios de groove e letras que não precisam ser "dor-de-cotovelo". Músicas que abrem sorrisos.

Separei alguns sons do Mr. Barrence Eugene Carter e um show completo.

Can't get enough of your love.


A versão de "The first, the last, my everything" com a participação Pavarotti ficou bem legal.


Mais um capítulo de: Quando a música pop era legal. Around the world com Lisa Stansfield.


Por fim, um show completo.


Let the music play!

quarta-feira, 24 de abril de 2013

De mascar o tabaco

Na Virada Cultural do ano passado, vi meu primeiro show do Black Oak Arkansas.

Na ocasião, tinha lido apenas que eles eram uma banda de Southern Rock da década de 70, mas não tinha ouvido nenhum de seus sons.

Foi uma excelente surpresa.

Apesar de ficar meio longe do palco, curti bastante as músicas e, mais tarde, pesquisei a fundo sobre o grupo.

Assisti a algumas apresentações no YouTube da época em que os caras eram novos. Bem pesadas e energéticas.

Os guitarristas, baixista e baterista são ótimos, mas o que chama bastante a atenção é o vocalista: James "Jim Dandy" Mangrum.

Figuraça. Um puta frontman e uma grande influência de David Lee Roth. Se reparar, tanto o timbre de voz quanto o estilo no palco dos dois são bem parecidos.

A história dos caras é bem maluca. Para se ter uma ideia, nos anos 60, quando ainda se chamavam The Knowbody Else, os caras foram presos pelo roubo de um PA.

Nas músicas, uma excelente mistura de Blues, Hard Rock e Country. Tudo isso resulta num clima que dá vontade de beber Jack Daniels, mascar tabaco e cuspir em uma tigela de metal.

Uma grande redescoberta!


Não encontrei shows completos dos caras, mas aí vai mais um vídeo.


E agora, uma playlist.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

O outro who?

O Guess Who é uma banda que sempre me confundia na época de adolescente.

— Essa música é do Guess Who!

— Hein? Do Who?

— Não! Guess Who!

— Who?

— O que?

Enfim. Anos mais tarde, fui descobrir que a banda surgiu no Canadá alguns anos antes do lendário The Who.

A primeira que ouvi dos caras foi "American Woman", e na ânsia pela redescoberta das bandas clássicas, procurei outras músicas deles.

Ao curtir o som do Guess Who, dá para perceber a boa mistura entre rock, blues e folk que eles prepararam.

Uma receita de fácil digestão, daquelas que dá para deixar de fundo musical ou trilha sonora de qualquer reunião na sua casa.

É uma banda que sua visita palpiteira não vai reclamar, como reclamaria dos "barulhentos" do AC/DC, Deep Purple ou Led Zeppelin que você gostaria de ter deixado rolando.

Rock clássico de fácil digestão. Guess Who?

American Woman:


Um show de 1983:


— Guess Who made this song.

— Who?

— Guess Who.

— Who?

— Guess Who.

— WHO?!

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Blind blues


Quando era menor, gostava de ver o "Momento Jazz" que passava no Multishow. Foi lá que vi um show do B.B. King em um bar.

Gostava daquela atmosfera e clima. Ver pessoas sentadas na mesa de um bar pensando na vida, curtindo um som e tomando umas cervejas. E eu nem bebia na época. Era uma cena de filme que eu me imaginava.

Desde aquele dia, passei a curtir, pesquisar, estudar e conhecer os artistas de blues. Suas histórias, biografias, músicas. Quis roubar suas frases de guitarra e aprender suas técnicas. Invejava profundamente a musicalidade de cada um deles.

Um dia, em 2002, fui convidado para ir no show do Robert Cray, que eu conhecia do tributo ao Stevie Ray Vaughan, dividindo a noite com um tal de Jeff Healey.

Que surpresa.

Um cara cego, sentado em uma cadeira, tocando a guitarra deitada em seu colo. Fiquei impressionado. Com a guitarra nessa posição, como se fosse um piano, ele ganhava mais um dedo da mão esquerda (mão da escala) para tocar.

Com um repertório que viajava entre o blues e o rock n' roll, Jeff Healey fez um show que, na minha opinião, ofuscou o de Robert Cray, outro cara foda.

Eu não conseguia acreditar no som daquele cara, que cantava e tocava para caralho. Em alguns momentos da apresentação, ele se levantava e curtia o momento com a banda. Eu ficava aflito nesses momentos, mas percebia que ele contava os passos até a cadeira em que estava.

Jeff Healey foi o primeiro grande bluesman que vi ao vivo. Isso tornou a morte dele, em 2008, ainda mais triste.

Abaixo, sua versão de Roadhouse Blues.


Um encontro com Stevie Ray Vaughan.


Por fim, um show completo.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

O albino maluco do Texas


Eu sou suspeito para falar do Johnny Winter.

Assistir o cara em Nova York, no bar do B.B. King, foi inesquecível.

Tudo é impressionante. As músicas, sua voz, as guitarras, a banda, a energia, o astral. Mais incrível ainda, é ver que, mesmo aos 69 anos e tocando sentado, o cara ainda consegue manter todo o pique de seus shows.

Nas gravações e apresentações do Johnny Winter, é fácil perceber o quanto ele flerta tanto com o Blues, como com o Rock n' Roll.

Mais que nos outros posts aqui, fica muito difícil escolher qual música publicar. Vou seguir o critério e compartilhar o primeiro som que ouvi dele.

Bony Moronie, do disco Captured Live. É a primeira faixa desse registro ao vivo que já vem chutando com dois pés no peito. A levada do som já mostra a energia da banda. O baterista parece o Animal dos Muppets. E o "duelo" de guitarras de Johnny e Floyd Radford é indescritível.


Abaixo, dois shows. No primeiro, Johnny Winter em 1979:


Este outro mais recente, de 2007.

quarta-feira, 27 de março de 2013

Progressivo caipira



Em uma das bandas que toco, o outro guitarrista é um grande fã de rock progressivo. Eu sempre fui fã de southern rock, classic rock e principalmente blues.

Um dia, estávamos conversando sobre bandas e começamos a falar sobre o Kansas.

Chegamos à conclusão de que o Kansas é o "elo perdido" entre os estilos que nos influenciam como guitarristas.

Quando ouço a banda, penso naqueles bares na beira de estrada de séries e filmes americanos. Esfumaçados, com mesa de sinuca e motos Harley Davidson estacionadas.

Claro, as viagens do progressivo também estão presentes. Seja nos compassos, nas letras, temas e melodias.

A banda se formou na década de 70, em Topeka, Kansas, e ficou mais conhecida por um hit: Dust in the wind. Linda, regravada por uma porrada de gente, tocada em bares com "voz e violão" e churrascos.

Ainda bem que surgiu Supernatural, que popularizou também um som do Kansas que é sensacional: Carry on my wayward son.

Don't you cry no more!


Um show completo.


Saving people, hunting things. The family business.

quarta-feira, 20 de março de 2013

O peso do funk.

Dando continuidade ao assunto "peso fora do rock", há alguns meses, numa pesquisa sobre guitarra groove, encontrei este top 10 da Gibson.

Cada uma das bandas valeria um post aqui, mas hoje, escolhi o Parliament-Funkadelic.

Já tinha visto referências dos caras em vários lugares. Uma delas foi a presença do George Clinton na série How I met your mother.
Figuraça.

Lá pelos anos 60 e 70, com o Parliament-Funkadelic, George Clinton tocava uma variação do funk chamada P-funk. Dentre outras definições, Pure Funk ou ainda, Plainfield Funk.

Percebe-se influências do jazz, soul e até mesmo do rock.

Logo de cara, dá para sacar o diferencial no som dos caras. A meu ver, um som bem pesado, cheio de suingue e com elementos psicodélicos.

Fui atrás de mais informação e encontrei um álbum que, já na primeira audição, se tornou um dos meus favoritos: Mothership Connection. Um disco conceitual que marcou história.

O Parliament-Funkadelic estava mesmo destinado a me surpreender. No Youtube, encontrei uma apresentação de 1976 saída do mesmo disco.

Guitarras distorcidas, alto astral, groove e vocalistas inacreditáveis. Toda atmosfera de Mothership Connection está presente no show. Olhando o figurino, parece mesmo um monte de alienígenas tocando.

Ladies and gentlemen: Parliament-Funkadelic!


Veja também o show Mothership Connection, de 1976.


Gotta have that funk!

domingo, 10 de março de 2013

I wanna know have you ever seen... this band?

Você os conhece. Seja por escutar os hits "Have you ever seen the rain" ou "Proud Mary" no casamento do sobrinho do primo da sua mãe ou porque "Fortunate son" é trilha obrigatória em qualquer filme que tenha guerra do Vietnã como tema. Teve até um jogador de futebol com o nome da banda. Mas eles são muito mais do que essas três músicas, o que me obriga a sentar a bunda aqui num domingo e tentar honrar esta banda espetacular que conheci através bom gosto do meu velho: Creedence Clearwater Revival.


O grupo foi liderado pelos irmãos Fogerty, nasceu na Califórnia na década de 60 e deixou uma obra fantástica. Tinha uma pegada que transitava entre o country, o blues e o rock, numa época em que as guitarras ainda não eram tão pesadas, mas dava pra sentir um ritmo diferenciado. Talvez aqui seja melhor eu dar um exemplo do que tentar explicar:


E eles também tinham uma pegada sensacional no violão, que deveria influenciar qualquer aprendiz do instrumento. São músicas simples de tocar e lindas. Sem exageros, escuta aí:




Se você curtiu o som, vá atrás do álbum "Chronicle" agora e aproveite este domingão lindo para conhecer os melhores hits da banda. Se você não curtiu, será amaldiçoado e irá parar num churrasco com cerveja quente e música ruim.

Para fechar com chave de ouro, vou deixar a favorita do meu pai, porque ele me ensinou a curtir Raul e Johnny Cash, mas o que eu considero a maior herança musical é o CCR. Valeu, meu velho!



Aguardem. O próximo post iniciará uma pequena trilogia, e também terá referências cinematográficas. Semana que vem eu volto!