O dia foi duro. Em uma fase estranha da vida, na qual o simples fato de ir direto para casa era uma derrota, havia um momento próprio de criação que se repetia naquele dia: uma dose de scotch, uma música e uma página em branco. Éramos rockstars e não sabíamos.
Quantas e quantas vezes eu não parei pra compor com trilha sonora e uma dose de uísque. Não sei se a poética desse clichê que me pegou, ou se tenho alma de roqueiro velho e não sabia. Só sei que, mesmo com a dura polêmica de escolher um álbum do Led Zeppelin pra falar sobre, escolhi o segundo. Porque meu favorito é o quarto álbum, uma obra-prima da humanidade, mas o segundo foi o que mais me inspirou.
Capa pra você não errar na hora de comprar na loja.
Por que o Led Zeppelin "II" é foda:
+ Saiu em 1969, que foi um puta ano pra música
+ Mistura rock, blues e folk
+ É considerado um dos álbuns mais influentes da história
+ Foi gravado em estúdios obscuros e precários
+ Tem solo de bateria do John Fucking Henry Bonham
O post de hoje é dedicado a um grupo especial de músicos.
Escolhi umas bandas que têm figuras marcantes demais e que acabavam chamando toda a atenção para si. Caras que têm tanta presença de palco que até parecem divindades.
Mas não é dessas lendas que eu vou falar. Vamos fazer um esforço, tirar os olhos desses ícones e prestar atenção nos caras igualmente fantásticos que estão ali, acompanhando, fazendo a cozinha e contribuindo com sua genialidade para o som de toda a banda.
Vou começar com o reitor da Universidade John Moores de Liverpool. Doutor em astrofísica, Brian May é o mítico guitarrista do Queen. Um gênio. Provavelmente um alienígena porque me parece ser impossível alguém ser tão bom em tantas áreas.
Infelizmente, deve ser bem difícil ser notado na banda em que o vocalista é o Freddie Mercury.
Abaixo, um som da carreira solo do reitor. Já dá para perceber o quanto ele foi influente nos maravilhosos trabalhos vocais do Queen.
Imagine estar no palco, olhar a sua frente e ver o Robert Plant, à sua esquerda Jimmy Page e logo ao fundo o monstro John Bonhan.
É. À primeira vista, você pensa que não era muito fácil ser John Paul Jones. Mas vamos olhar mais a fundo. O cara é multi-instrumentista, arranjador e um dos cérebros do Led Zeppelin. Importantíssimo. Acho que o Enzo pode falar muito melhor do que eu sobre esse assunto.
Um som da carreira solo dele: Zooma. Boa viagem!
Para encerrar, um cara que tinha que dividir os holofotes com deus. Em um dos power trios mais fodas que existiram, Jack Bruce preenchia a cozinha do Cream com maestria usando seu baixo fretless.
Bom. Por hoje é só, mas esse post vale uma continuação. Tem muitos outros "injustiçados" que ainda estão na minha cabeça.