Uma vez um amigo meu me disse: "o Jeff Beck só não fez tanto sucesso quanto o Eric Clapton porque não canta.".
Faz sentido.
Jeff Beck ficou famoso quando substituiu Clapton no Yardbirds. Mais tarde, lançou seus discos em carreira solo, mas por serem basicamente instrumentais, não fizeram muito sucesso comercial. Uma pena.
Beck é muito criativo e único no universo guitarrístico. A primeira vez que ele me impressionou foi quando simulou uma cítara em sua Fender Stratocaster usando a alavanca da guitarra.
Ok. Isso foi punhetagem de guitarrista, mas de qualquer maneira, a carreira do cara não se resume a isso e vale muito a pena conhecer.
Abaixo, sua versão de "A day in life".
Um show completo:
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segunda-feira, 11 de novembro de 2013
quinta-feira, 7 de novembro de 2013
Desmond takes a trolley to the jeweler's store
Viagem minha no título.
O artista de hoje no Revival pouco tem a ver com "Obladi Oblada". Só o nome mesmo.
Paul Desmond é meu saxofonista favorito por um simples motivo: o silêncio.
Acho que já falei aqui que os músicos que mais admiro são aqueles que valorizam a melodia e que não fazem da música um esporte.
Na biografia de Chet Baker, "No fundo de um sonho" (recomendo!), eles falam que Chet gostava do silêncio quando fazia seus solos.
Em instrumentos de sopro, cada linha melódica é como uma frase falada. Precisa de tempos para respirar. Algo que muitos guitarristas deveriam aprender.
Assim como Chet, Paul Desmond tocava com esse referencial.
Abaixo, um de seus temas mais famosos: Take Five. Som que ele toca com o também brilhante Dave Brubeck.
Um trecho do álbum Duets. Um lindo duo de piano e saxofone.
Uma piração só para encerrar.
O artista de hoje no Revival pouco tem a ver com "Obladi Oblada". Só o nome mesmo.
Paul Desmond é meu saxofonista favorito por um simples motivo: o silêncio.
Acho que já falei aqui que os músicos que mais admiro são aqueles que valorizam a melodia e que não fazem da música um esporte.
Na biografia de Chet Baker, "No fundo de um sonho" (recomendo!), eles falam que Chet gostava do silêncio quando fazia seus solos.
Em instrumentos de sopro, cada linha melódica é como uma frase falada. Precisa de tempos para respirar. Algo que muitos guitarristas deveriam aprender.
Assim como Chet, Paul Desmond tocava com esse referencial.
Abaixo, um de seus temas mais famosos: Take Five. Som que ele toca com o também brilhante Dave Brubeck.
Um trecho do álbum Duets. Um lindo duo de piano e saxofone.
Uma piração só para encerrar.
quarta-feira, 9 de outubro de 2013
Inter-nacionais
Tanto quanto a Bebel Gilberto, a banda de hoje é uma injustiçada.
Para encerrar, um de meus álbuns favoritos: o instrumental Maria Fumaça, de 1977. Praticamente um "Samba progressivo".
Com um som fantástico mas pouco reconhecimento no Brasil, a Black Rio era bem mais famosa nos anos 70, quando tocaram com Caetano Veloso e tiveram apadrinhamento de Tim Maia.
Felizmente, apesar do sucesso muito maior lá fora, os caras fazem alguns shows por aqui. Um som que mistura bem Funk, Soul, Samba e Jazz.
Para começar, vamos com um som mais comercial dos caras: Carrossel.
Para encerrar, um de meus álbuns favoritos: o instrumental Maria Fumaça, de 1977. Praticamente um "Samba progressivo".
quarta-feira, 24 de julho de 2013
Viagem Real
De vez em quando, as ideias para post do Revival vêm do nada.
Hoje, lembrei de uma banda que um amigo é fã, e que eu ainda não tinha conhecido muita coisa. Aí, resolvi procurar algum vídeo deles para deixar de trilha sonora nos fones de ouvido durante o expediente.
Não me arrependi. King Crimson tem um som pesado, viajante e cheio de influências do jazz e música erudita.
Formada pelo guitarrista Robert Fripp e baterista Michael Giles em 1969, a banda é mais um exemplo da técnica sendo utilizada em prol da música, e não o contrário. Em sua obra, eles conseguiram criar climas e atmosferas em sons que fazem você viajar.
Tempos malucos, mensagens fortes, melodias tensas e harmonias elaboradas. Tudo está presente.
Confira o show que contagiou minha tarde.
Boa viagem!
Hoje, lembrei de uma banda que um amigo é fã, e que eu ainda não tinha conhecido muita coisa. Aí, resolvi procurar algum vídeo deles para deixar de trilha sonora nos fones de ouvido durante o expediente.
Não me arrependi. King Crimson tem um som pesado, viajante e cheio de influências do jazz e música erudita.
Formada pelo guitarrista Robert Fripp e baterista Michael Giles em 1969, a banda é mais um exemplo da técnica sendo utilizada em prol da música, e não o contrário. Em sua obra, eles conseguiram criar climas e atmosferas em sons que fazem você viajar.
Tempos malucos, mensagens fortes, melodias tensas e harmonias elaboradas. Tudo está presente.
Confira o show que contagiou minha tarde.
Boa viagem!
segunda-feira, 1 de julho de 2013
Mais Influências?
As apresentações têm coreografias, uma banda competente e um vocalista que chama todas as atenções por seu carisma e voz poderosa. Michael Jackson? Prince? James Brown?
Não. Alguns anos antes, um cantor seria influência para esse tipo de show: Cab Calloway.
Cab era o líder de uma das mais famosas big bands de Jazz nos Estados Unidos. A primeira vez que vi o cara foi no filme "Blues Brothers", na cena em que ele precisa entreter a plateia por conta do atraso de Elwood e Jake.
Na ocasião, ele canta "Minnie the moocher", seu primeiro sucesso gravado em 1931. Abaixo, uma apresentação energética.
Um trecho do filme Stormy Weather, com os Nicholas Brothers:
É possível ver de onde Michael Jackson se inspirou.
Por fim, mais uma apresentação de "Minnie, the Moocher", só que dessa vez, em um desenho bem lisérgico da Betty Boop:
Não. Alguns anos antes, um cantor seria influência para esse tipo de show: Cab Calloway.
Cab era o líder de uma das mais famosas big bands de Jazz nos Estados Unidos. A primeira vez que vi o cara foi no filme "Blues Brothers", na cena em que ele precisa entreter a plateia por conta do atraso de Elwood e Jake.
Na ocasião, ele canta "Minnie the moocher", seu primeiro sucesso gravado em 1931. Abaixo, uma apresentação energética.
Um trecho do filme Stormy Weather, com os Nicholas Brothers:
É possível ver de onde Michael Jackson se inspirou.
Por fim, mais uma apresentação de "Minnie, the Moocher", só que dessa vez, em um desenho bem lisérgico da Betty Boop:
quarta-feira, 15 de maio de 2013
Divas...
Aretha, Etta, Natalie, Billie, Bessie, Ella, Sarah... Algumas das divas que são eternas. Cada uma delas mereceria um post de homenagem aqui, mas hoje resolvi falar da Chaka Khan.
Ícone do R&B, funk, soul, hip hop e jazz, a premiada cantora começou sua carreira na década de 70 com a banda de funk The Rufus.
Confesso. A primeira vez que ouvi Chaka Khan foi na Alfa FM. A voz dela impressiona logo de primeira. Um timbre rasgado, forte, encorpado e ao mesmo tempo, suave e aveludado.
No fim, é quase como descrever um bom vinho. Alguns estudam, outros ficam chatos por terem estudado e alguns simplesmente curtem. Sem endeusar, cultuar ou convencer os outros do que é melhor.
Hora de ouvir.
Alfa FM!
Uma versão arrepiante.
Com Rufus.
Um show com um PUTA time de músicos.
Referência nerd que não poderia passar: seria ela a cantora mais próxima do poder de deus? :-P
Ícone do R&B, funk, soul, hip hop e jazz, a premiada cantora começou sua carreira na década de 70 com a banda de funk The Rufus.
Confesso. A primeira vez que ouvi Chaka Khan foi na Alfa FM. A voz dela impressiona logo de primeira. Um timbre rasgado, forte, encorpado e ao mesmo tempo, suave e aveludado.
No fim, é quase como descrever um bom vinho. Alguns estudam, outros ficam chatos por terem estudado e alguns simplesmente curtem. Sem endeusar, cultuar ou convencer os outros do que é melhor.
Hora de ouvir.
Alfa FM!
Uma versão arrepiante.
Com Rufus.
Um show com um PUTA time de músicos.
Referência nerd que não poderia passar: seria ela a cantora mais próxima do poder de deus? :-P
segunda-feira, 6 de maio de 2013
Groove em família
Minha paixão pelo som do Sly and the Family Stone só foi crescendo com o tempo.
A banda é mais um exemplo do "peso fora do rock". A psicodelia também está presente em músicas cheias de atitude e mensagens fortes.
O que destacar? Vocais e composições lindas de Sly; grooves dançantes de baixo, guitarra e bateria e diversos arranjos vocais. Tudo em perfeita harmonia.
Formada em 1967, sabe-se que a banda foi influência para uma porrada de artistas que seguiram essa mistura de funk, soul, rock e psicodelia.
Vale muito a pena conhecer toda a discografia da banda.
Sly and the Family Stone é outra banda que achei no meio dos discos da minha mãe. A primeira deles que ouvi foi "Everyday People". Logo de cara, uma letra linda.
Só um trechinho:
I am no better and neither are you
We're all the same whatever we do
You love me you hate me
You know me and then
Still can't figure out the bag I'm in
I am everyday people
Em franqueza resumida: todo mundo caga, mija, peida, trepa e vira adubo quando morre. O tempo passa e uma mensagem de 1968 ainda precisa ser dita.
Para todos os everyday people:
E agora, um puta riff de guitarra funk em "Sing a simple song":
Thank you!
Para encerrar, um show. Pena que não encontrei um registro com qualidade melhor. Mas dá para curtir! O som está bom.
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quinta-feira, 2 de maio de 2013
Doctor is in
Quando comecei a pesquisar a história, músicas e artistas de blues, minha primeira direção foi a de procurar tributos, coletâneas e os artistas clássicos.
Depois, fui ramificando e segui meus caminhos, mas essa trajetória não vem ao caso aqui.
O ponto interessante é que, em todos as reuniões, shows, tributos, filmes e etc, tinha um cara discreto ali nas teclas.
Usando um terno, chapéu e com uma voz rouca e marcante, Dr. John é presença garantida no time dos grandes blueseiros ainda vivos.
Ele estava na homenagem ao Stevie Ray Vaughan, no Crossroads, no Blues Brothers, no Lightning in a Bottle (traduzido como "A história do Blues"), em um soundstage com Muddy Waters, Johnny Winter, no álbum do B.B. King dedicado ao Louis Jordan e por aí vai...
Extremamente talentoso nessas apresentações, valeu a pena conferir as composições do cara: muito Blues, Jazz, Soul, Boogie Woogie e Rock n' Roll.
Cold shot, com Jimmy Vaughan no tributo ao Stevie Ray Vaughan.
A primeira parte de uma jam com o Johnny Winter:
Abaixo, o link para as outras partes:
Parte 2/7
Parte 3/7
Parte 4/7
Parte 5/7
Parte 6/7
Parte 7/7
Por fim, o canal oficial de YouTube.
segunda-feira, 15 de abril de 2013
Let the good times roll
Desde criança, sempre fui fã de Tom & Jerry, e tem um episódio em que o Tom vai fazer uma serenata para uma gatinha usando um contra-baixo acústico. Alguém se lembra?
Queria saber quem era o autor dessa música, ou pelo menos, o principal intérprete.
Depois de ouvir a letra e fazer aquela pesquisa básica, achei o nome: Louis Jordan.
Um dos grandes pioneiros do Jazz e Blues, o cara surgiu entre a década de 30 e 50 com um som bem alto astral e foi influência para diversos artistas, incluindo o mítico B.B. King.
Aliás, o B.B. King gravou um álbum tributo ao Louis Jordan. Um disco sensacional.
No YouTube, dá para achar uns sons e apresentações. Vale a pena conhecer.
Abaixo, uma versão de "Is you is, or is you ain't my baby":
"Let the good times roll", um som ideal para relaxar e curtir uma cerveja. Na versão do B.B. King.
Para encerrar, mais uma de Jordan.
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