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segunda-feira, 20 de maio de 2013

Telecasters all over the world

Uma vez, vi um post no 9gag falando sobre como as pessoas só lembram das guitarras Les Paul e Stratocaster.

Uma grande injustiça com as Telecasters que também têm um puta timbre.

Enfim, uma introdução que serviria para puxar assunto em um elevador qualquer. O ponto é que, ao pensar nas Telecasters, a primeira banda que me vem à cabeça é o Status Quo.

Os caras formaram a banda na década de 60 para fazer um rock n' roll sincero, pesado, eficiente, cru e sem firulas.

Francis Rossi e Rick Parfitt, guitarristas do grupo, só ligaram os pedais de overdrive e mandaram ver.

Vale muito a pena conhecer o trabalho dos caras.

Abaixo, um dos hinos dos caras.


Para encerrar, mais um show completo para deixar rolando durante o expediente.


Rock n' roll all over the world.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

De mascar o tabaco

Na Virada Cultural do ano passado, vi meu primeiro show do Black Oak Arkansas.

Na ocasião, tinha lido apenas que eles eram uma banda de Southern Rock da década de 70, mas não tinha ouvido nenhum de seus sons.

Foi uma excelente surpresa.

Apesar de ficar meio longe do palco, curti bastante as músicas e, mais tarde, pesquisei a fundo sobre o grupo.

Assisti a algumas apresentações no YouTube da época em que os caras eram novos. Bem pesadas e energéticas.

Os guitarristas, baixista e baterista são ótimos, mas o que chama bastante a atenção é o vocalista: James "Jim Dandy" Mangrum.

Figuraça. Um puta frontman e uma grande influência de David Lee Roth. Se reparar, tanto o timbre de voz quanto o estilo no palco dos dois são bem parecidos.

A história dos caras é bem maluca. Para se ter uma ideia, nos anos 60, quando ainda se chamavam The Knowbody Else, os caras foram presos pelo roubo de um PA.

Nas músicas, uma excelente mistura de Blues, Hard Rock e Country. Tudo isso resulta num clima que dá vontade de beber Jack Daniels, mascar tabaco e cuspir em uma tigela de metal.

Uma grande redescoberta!


Não encontrei shows completos dos caras, mas aí vai mais um vídeo.


E agora, uma playlist.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

O albino maluco do Texas


Eu sou suspeito para falar do Johnny Winter.

Assistir o cara em Nova York, no bar do B.B. King, foi inesquecível.

Tudo é impressionante. As músicas, sua voz, as guitarras, a banda, a energia, o astral. Mais incrível ainda, é ver que, mesmo aos 69 anos e tocando sentado, o cara ainda consegue manter todo o pique de seus shows.

Nas gravações e apresentações do Johnny Winter, é fácil perceber o quanto ele flerta tanto com o Blues, como com o Rock n' Roll.

Mais que nos outros posts aqui, fica muito difícil escolher qual música publicar. Vou seguir o critério e compartilhar o primeiro som que ouvi dele.

Bony Moronie, do disco Captured Live. É a primeira faixa desse registro ao vivo que já vem chutando com dois pés no peito. A levada do som já mostra a energia da banda. O baterista parece o Animal dos Muppets. E o "duelo" de guitarras de Johnny e Floyd Radford é indescritível.


Abaixo, dois shows. No primeiro, Johnny Winter em 1979:


Este outro mais recente, de 2007.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Still crying...


Quando ouço Marvin Gaye, três pensamentos passam pela minha cabeça. Respectivamente:

1 - Caralho! Que voz foda!
2 - Como ele faz esse drive suave?
3 - O pai dele é um filho da puta mesmo!

Em 1º de abril de 1984, o pastor Marvin Pentz Gay Sr, assassinou seu próprio filho com um tiro, após uma briga.

Ao meu ver, a morte de Marvin Gaye é a mais dramática da música popular.

Esquecendo a indignação, vamos ao que interessa. O fantástico legado que foi deixado.

Marvin Gaye era sensacional. Multi-instrumentista e compositor.

Daqueles caras que me fazem querer vender minhas guitarras, parar de estudar música e me recolher na minha insignificância.

Músicas carregadas de amor e sensualidade.

Composições que são sempre atuais, cheias de atitude, mensagens fortes e mostram que, em essência, o mundo não mudou quase nada.

Muitas mães continuam chorando, irmãos morrendo e poucos perceberam que a guerra não é a resposta.

What's going on?


Um show completo:

segunda-feira, 25 de março de 2013

Giant Trip

Música é estado de espírito. Você sempre encontra algum estilo ou banda que corresponde ao que está sentindo no momento.

Todos temos nossos favoritos. Mas mesmo eles, não são ouvidos o tempo todo.

Rock progressivo não é dos meus estilos prediletos, mas eu curto essa viagem musical de vez em quando.

É nesses momentos que procuro o Gentle Giant.

Compassos malucos, melodias complexas, harmonias dissonantes, contrapontos, álbuns conceituais, instrumentos não-convencionais e letras com mensagens filosóficas. Eles mesmo chamam seu estilo de "Baroque & Roll".

A banda surgiu na década de 1970, na Inglaterra, com um rock pesado, quebrado e sonoridade erudita.

O Gentle Giant é uma orquestra de filósofos e excelentes multi-instrumentistas. Tudo depende da mensagem que eles querem passar.

É até difícil de explicar. Tem que ouvir para entender e sentir o clima diferente das músicas.

Abaixo, o primeiro som que ouvi deles: Free hand.


Um show completo, de 1978.


Boa viagem!

quarta-feira, 20 de março de 2013

O peso do funk.

Dando continuidade ao assunto "peso fora do rock", há alguns meses, numa pesquisa sobre guitarra groove, encontrei este top 10 da Gibson.

Cada uma das bandas valeria um post aqui, mas hoje, escolhi o Parliament-Funkadelic.

Já tinha visto referências dos caras em vários lugares. Uma delas foi a presença do George Clinton na série How I met your mother.
Figuraça.

Lá pelos anos 60 e 70, com o Parliament-Funkadelic, George Clinton tocava uma variação do funk chamada P-funk. Dentre outras definições, Pure Funk ou ainda, Plainfield Funk.

Percebe-se influências do jazz, soul e até mesmo do rock.

Logo de cara, dá para sacar o diferencial no som dos caras. A meu ver, um som bem pesado, cheio de suingue e com elementos psicodélicos.

Fui atrás de mais informação e encontrei um álbum que, já na primeira audição, se tornou um dos meus favoritos: Mothership Connection. Um disco conceitual que marcou história.

O Parliament-Funkadelic estava mesmo destinado a me surpreender. No Youtube, encontrei uma apresentação de 1976 saída do mesmo disco.

Guitarras distorcidas, alto astral, groove e vocalistas inacreditáveis. Toda atmosfera de Mothership Connection está presente no show. Olhando o figurino, parece mesmo um monte de alienígenas tocando.

Ladies and gentlemen: Parliament-Funkadelic!


Veja também o show Mothership Connection, de 1976.


Gotta have that funk!

segunda-feira, 18 de março de 2013

Soul com "S" maiúsculo.

Uma vez, eu estava na Teodoro e vi um menino pesquisando preço de instrumentos.

O vendedor perguntou:

- É para um som pesado?

O garoto respondeu:

- Não. É para tocar blues...

- É som pesado, cara! - respondeu o vendedor.

"Pesado" é um adjetivo que a maioria das pessoas atribui apenas ao rock. Inclusive eu, na época em que comecei a tocar guitarra.

Essa noção de peso eu fui aprender apenas após alguns anos de estudo. A primeira vez que me dei conta que uma música era pesada, mesmo sem fazer parte do universo do rock n' roll, foi quando ouvi Tower of Power.

A banda se juntou em Oakland, em 1968, para tocar e compor soul music.

Logo de cara, o que mais chama a atenção em qualquer música do Tower of Power, é o time impressionante de metais. Solando, em harmonia ou contrapontos, é um som que dá para sentir forte no peito.

A banda inteira é fantástica, mas gosto sempre de destacar as levadas de bateria de Dave Garibaldi. Daquelas que não dá para acompanhar em nossas "air drums".

Um grupo tão poderoso, que até o vocalista fica em "segundo plano". Todos são excelentes cantores, mas perdi a conta de quantas mudanças rolaram ao longo da trajetória do Tower of Power.

Abaixo, "What is hip?". Provavelmente, o primeiro sucesso da banda:


Depois, "So very hard to go". Uma linda melodia, um belo solo:


Para encerrar, um show completo de 1998. O vocalista é Brent Carter, um dos meus favoritos:

sexta-feira, 8 de março de 2013

What’s your favorite colour?

Minha primeira oportunidade de assistir uma apresentação do Living Colour foi na Virada Cultural de 2010. Estava muito ansioso para ver esse show. Valeu cada minuto.

Tenho inveja de quem viu os caras no Hollywood Rock de 1992.

A voz poderosa do Corey Glover, a guitarra verborrágica do Vernon Reid, além de todo o groove (?) do baixista Doug Wimbish e baterista William Calhoun.

Usei “groove” porque me falta uma palavra mais adequada para descrever o suingue típico dos negros americanos que os caras conseguiram incorporar a um rock bem pesado.

Se parar por aí, o som do Living Colour já é bastante peculiar. Agora, vamos somar a esse rock inspirado no funk letras com mensagens fortíssimas.

Só para ter uma ideia, ouvir “Joseph Stalin” na mesma estrofe em que falam de “Gandhi” já causa um grande impacto em “Cult of Personality”.

Há tantas outras mensagens, que se fosse fazer uma análise de cada letra, o post teria alguns quilômetros.

Em particular, acho fantástico o refrão de “Pride”:

History's a lie that they teach you in school
A fraudulent view called the golden rule
A peaceful land that was born civilized
Was robbed of its riches, its freedom, its pride

Abaixo, a primeira música que ouvi dos caras e, logo em seguida, o trecho de uma apresentação no Montreaux Jazz Festival.

Uma banda impressionante desde 1984.


Type.


Montreaux Jazz Festival, 2001. 

quinta-feira, 7 de março de 2013

Are you ready?

Pesado, energético e cheio de atitude.

Assim é o som do Grand Funk Railroad, uma banda formada no meio dos anos 60, mas que foi estourar no começo da década de 70.

Quando ouvi pela primeira vez, a bateria logo me saltou aos ouvidos. Penso que a dinâmica representa o sentimento da música e, em geral, as bandas costumam alternar entre as grandes porradas e leveza.

Acho que o Grand Funk e Don Brewer, o baterista, fazem um pouco diferente. Ao invés de baixar a dinâmica, eles a aumentam ainda mais. Então, pode-se dizer que eles variam entre o “forte” e o “muito forte”.

Com essa característica marcante, distorções saturadas e timbres de voz fantásticos de seus vocalistas, o Grand Funk Railroad confirma ainda mais a minha percepção da paumolecência da maioria das bandas atuais, no cenário patético que insistem em chamar de rock.

Abaixo, a primeira música que eu ouvi deles. Logo após, um show completo.

Vida longa ao Grand Funk Railroad!

Are you ready?


Show completo.