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segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Polecats

A banda de hoje não é exatamente um grande clássico.

Resolvi fazer um post porque ela marcou época de uma maneira bastante peculiar.

Lá para 95, quando dei um primeiro upgrade no computador, meu pai tinha acabado de comprar um kit multimídia. No meio dos CD's de instalação e manuais de instrução, tinha um disco da Lucas Arts.

Vi que era um game e instalei: Full Throttle.


Comecei a jogar e prestei atenção em todas as histórias. Trocava ideias e dicas com meus amigos que também tinham o jogo. Aprendi inglês com as legendas dos diálogos.

Mas Full Throttle foi marcante por um motivo ainda maior: fez eu gostar de Rock n' Roll.

A banda que fez a trilha do game era o Gone Jackals e o nome do álbum é Bone to Pick. Eles faziam um rock bem estradeiro, com riffs, vocais e linhas de baixo e bateria interessantes.

O curioso desse caso é que eles não conseguiram fazer sucesso depois. Chegaram a lançar outros discos, mas a banda praticamente desapareceu. Pelo menos aqui no Brasil.

Vamos curtir Bone to Pick, que foi a trilha do game.



Esse post foi bem nostálgico!


quarta-feira, 3 de julho de 2013

Booze and bikes

O artista selecionado para hoje faz uma trilha sonora perfeita para ficar em um bar esfumaçado de beira de estrada (de preferência na Rota 66) jogar sinuca e tomar cerveja. Ou whisky. Ou bourbon. Ou tequila.

Um blues bem puxado para o rock.

A primeira vez que ouvi George Thorogood foi no game de Mega Drive "Rock n' Roll Racing". Mais tarde, fui reconhecer que aquela musiquinha que embalava as corridas fazia parte do Exterminador do Futuro 2.

Junto com os Destroyers, George Thorogood faz ótimas versões de blues clássicos, além de suas próprias composições. Um som energético, pesado e divertido.

Na estrada desde a década de 70, o cara tira um timbre bem peculiar de sua guitarra. Certa vez, li que para suas semi acústicas não fazerem muita microfonia, ele preenche o corpo delas com jornal (!) e papel amassado. Curiosidade para guitarristas.

Vamos com a clássica "Bad to the Bone":


O clipe de "I drink alone".


Um show completo.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Telecasters all over the world

Uma vez, vi um post no 9gag falando sobre como as pessoas só lembram das guitarras Les Paul e Stratocaster.

Uma grande injustiça com as Telecasters que também têm um puta timbre.

Enfim, uma introdução que serviria para puxar assunto em um elevador qualquer. O ponto é que, ao pensar nas Telecasters, a primeira banda que me vem à cabeça é o Status Quo.

Os caras formaram a banda na década de 60 para fazer um rock n' roll sincero, pesado, eficiente, cru e sem firulas.

Francis Rossi e Rick Parfitt, guitarristas do grupo, só ligaram os pedais de overdrive e mandaram ver.

Vale muito a pena conhecer o trabalho dos caras.

Abaixo, um dos hinos dos caras.


Para encerrar, mais um show completo para deixar rolando durante o expediente.


Rock n' roll all over the world.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

De mascar o tabaco

Na Virada Cultural do ano passado, vi meu primeiro show do Black Oak Arkansas.

Na ocasião, tinha lido apenas que eles eram uma banda de Southern Rock da década de 70, mas não tinha ouvido nenhum de seus sons.

Foi uma excelente surpresa.

Apesar de ficar meio longe do palco, curti bastante as músicas e, mais tarde, pesquisei a fundo sobre o grupo.

Assisti a algumas apresentações no YouTube da época em que os caras eram novos. Bem pesadas e energéticas.

Os guitarristas, baixista e baterista são ótimos, mas o que chama bastante a atenção é o vocalista: James "Jim Dandy" Mangrum.

Figuraça. Um puta frontman e uma grande influência de David Lee Roth. Se reparar, tanto o timbre de voz quanto o estilo no palco dos dois são bem parecidos.

A história dos caras é bem maluca. Para se ter uma ideia, nos anos 60, quando ainda se chamavam The Knowbody Else, os caras foram presos pelo roubo de um PA.

Nas músicas, uma excelente mistura de Blues, Hard Rock e Country. Tudo isso resulta num clima que dá vontade de beber Jack Daniels, mascar tabaco e cuspir em uma tigela de metal.

Uma grande redescoberta!


Não encontrei shows completos dos caras, mas aí vai mais um vídeo.


E agora, uma playlist.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Blind blues


Quando era menor, gostava de ver o "Momento Jazz" que passava no Multishow. Foi lá que vi um show do B.B. King em um bar.

Gostava daquela atmosfera e clima. Ver pessoas sentadas na mesa de um bar pensando na vida, curtindo um som e tomando umas cervejas. E eu nem bebia na época. Era uma cena de filme que eu me imaginava.

Desde aquele dia, passei a curtir, pesquisar, estudar e conhecer os artistas de blues. Suas histórias, biografias, músicas. Quis roubar suas frases de guitarra e aprender suas técnicas. Invejava profundamente a musicalidade de cada um deles.

Um dia, em 2002, fui convidado para ir no show do Robert Cray, que eu conhecia do tributo ao Stevie Ray Vaughan, dividindo a noite com um tal de Jeff Healey.

Que surpresa.

Um cara cego, sentado em uma cadeira, tocando a guitarra deitada em seu colo. Fiquei impressionado. Com a guitarra nessa posição, como se fosse um piano, ele ganhava mais um dedo da mão esquerda (mão da escala) para tocar.

Com um repertório que viajava entre o blues e o rock n' roll, Jeff Healey fez um show que, na minha opinião, ofuscou o de Robert Cray, outro cara foda.

Eu não conseguia acreditar no som daquele cara, que cantava e tocava para caralho. Em alguns momentos da apresentação, ele se levantava e curtia o momento com a banda. Eu ficava aflito nesses momentos, mas percebia que ele contava os passos até a cadeira em que estava.

Jeff Healey foi o primeiro grande bluesman que vi ao vivo. Isso tornou a morte dele, em 2008, ainda mais triste.

Abaixo, sua versão de Roadhouse Blues.


Um encontro com Stevie Ray Vaughan.


Por fim, um show completo.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

O albino maluco do Texas


Eu sou suspeito para falar do Johnny Winter.

Assistir o cara em Nova York, no bar do B.B. King, foi inesquecível.

Tudo é impressionante. As músicas, sua voz, as guitarras, a banda, a energia, o astral. Mais incrível ainda, é ver que, mesmo aos 69 anos e tocando sentado, o cara ainda consegue manter todo o pique de seus shows.

Nas gravações e apresentações do Johnny Winter, é fácil perceber o quanto ele flerta tanto com o Blues, como com o Rock n' Roll.

Mais que nos outros posts aqui, fica muito difícil escolher qual música publicar. Vou seguir o critério e compartilhar o primeiro som que ouvi dele.

Bony Moronie, do disco Captured Live. É a primeira faixa desse registro ao vivo que já vem chutando com dois pés no peito. A levada do som já mostra a energia da banda. O baterista parece o Animal dos Muppets. E o "duelo" de guitarras de Johnny e Floyd Radford é indescritível.


Abaixo, dois shows. No primeiro, Johnny Winter em 1979:


Este outro mais recente, de 2007.

quarta-feira, 27 de março de 2013

Progressivo caipira



Em uma das bandas que toco, o outro guitarrista é um grande fã de rock progressivo. Eu sempre fui fã de southern rock, classic rock e principalmente blues.

Um dia, estávamos conversando sobre bandas e começamos a falar sobre o Kansas.

Chegamos à conclusão de que o Kansas é o "elo perdido" entre os estilos que nos influenciam como guitarristas.

Quando ouço a banda, penso naqueles bares na beira de estrada de séries e filmes americanos. Esfumaçados, com mesa de sinuca e motos Harley Davidson estacionadas.

Claro, as viagens do progressivo também estão presentes. Seja nos compassos, nas letras, temas e melodias.

A banda se formou na década de 70, em Topeka, Kansas, e ficou mais conhecida por um hit: Dust in the wind. Linda, regravada por uma porrada de gente, tocada em bares com "voz e violão" e churrascos.

Ainda bem que surgiu Supernatural, que popularizou também um som do Kansas que é sensacional: Carry on my wayward son.

Don't you cry no more!


Um show completo.


Saving people, hunting things. The family business.