Viagem minha no título.
O artista de hoje no Revival pouco tem a ver com "Obladi Oblada". Só o nome mesmo.
Paul Desmond é meu saxofonista favorito por um simples motivo: o silêncio.
Acho que já falei aqui que os músicos que mais admiro são aqueles que valorizam a melodia e que não fazem da música um esporte.
Na biografia de Chet Baker, "No fundo de um sonho" (recomendo!), eles falam que Chet gostava do silêncio quando fazia seus solos.
Em instrumentos de sopro, cada linha melódica é como uma frase falada. Precisa de tempos para respirar. Algo que muitos guitarristas deveriam aprender.
Assim como Chet, Paul Desmond tocava com esse referencial.
Abaixo, um de seus temas mais famosos: Take Five. Som que ele toca com o também brilhante Dave Brubeck.
Um trecho do álbum Duets. Um lindo duo de piano e saxofone.
Uma piração só para encerrar.
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quinta-feira, 7 de novembro de 2013
segunda-feira, 21 de outubro de 2013
Abracadabra
Aqui no Revival, já falamos do Gentle Giant e do progressivo caipira do Kansas.
Chegou a hora de fazer mais uma grande viagem. O Focus foi formado em 1969 na Holanda. É uma banda de rock progressivo das mais viajantes.
Com influências da música erudita, diversos improvisos e uma sonoridade bem peculiar, a formação original da banda contava com o organista e flautista Thijs van Leer, baixista Martin Dresden e baterista Hans Cleuver.
O primeiro som que ouvi dos caras foi "Hocus Pocus", quando a Kiss FM estava começando suas atividades. Foi no primeiro top 500 da rádio.
Abaixo, uma versão digamos, bem entorpecida.
Um show completo:
Chegou a hora de fazer mais uma grande viagem. O Focus foi formado em 1969 na Holanda. É uma banda de rock progressivo das mais viajantes.
Com influências da música erudita, diversos improvisos e uma sonoridade bem peculiar, a formação original da banda contava com o organista e flautista Thijs van Leer, baixista Martin Dresden e baterista Hans Cleuver.
O primeiro som que ouvi dos caras foi "Hocus Pocus", quando a Kiss FM estava começando suas atividades. Foi no primeiro top 500 da rádio.
Abaixo, uma versão digamos, bem entorpecida.
Um show completo:
quarta-feira, 12 de junho de 2013
Back in town
Na primeira vez que ouvi um som dos caras, na Kiss FM, achei foda. Aí, veio o solo de guitarra. Lindo demais.
A música em questão era "She knows" e a banda, Thin Lizzy.
Resolvi ir mais a fundo. Lembrei que o Metallica tinha feito uma versão de outra música deles: "whiskey in the jar". A original é fantástica também.
Formada em 1969 em Dublin, a banda toca um hard rock bem estradeiro. Daqueles sons que fazem você se imaginar em uma Harley Davidson ou em um Cadillac numa viagem pela rota 66. Ou simplesmente viajando sem rumo por aí.
A sonoridade é bem peculiar. Um drive leve de guitarra, influências do blues, rock, psicodelia, country e música folclórica irlandesa.
Hora de curtir o som dos caras.
"Eu vou tomar rum de abadá!". Um falso cognato em "Whiskey in the jar".
Um lindo solo de guitarra em "she knows".
Um show completo.
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segunda-feira, 3 de junho de 2013
Não é o Ronnie Von.
Eles têm estilos parecidos.
Cantam para caralho. Dançam para caralho. Excelentes compositores.
Chegaram a cogitar um dueto na faixa de um álbum, mas o gênio forte de ambos atrapalhou tudo.
A música em questão seria Bad, que foi gravada apenas por Michael Jackson. O outro artista, que recusou a participação, era Prince.
Ao contrário da postura infantil e assexuada de Michael, Prince é um excêntrico que compõe músicas fantásticas carregadas de peso, groove e sensualidade.
Todos os artistas querem gravar ou compor com Prince. Ele, temperamental como sempre, se dá ao luxo de escolher.
Uma das últimas loucuras foi adotar um símbolo bizarro e impronunciável para se auto-denominar. O cara é bem imprevisível.
Vamos aos sons!
Musicology.
Kiss.
Uma de suas obras primas: Purple Rain.
Um show completo. Assista logo, antes que o Prince tire do ar. Ele andou fazendo isso com tudo que era publicado no YouTube.
Cantam para caralho. Dançam para caralho. Excelentes compositores.
Chegaram a cogitar um dueto na faixa de um álbum, mas o gênio forte de ambos atrapalhou tudo.
A música em questão seria Bad, que foi gravada apenas por Michael Jackson. O outro artista, que recusou a participação, era Prince.
Ao contrário da postura infantil e assexuada de Michael, Prince é um excêntrico que compõe músicas fantásticas carregadas de peso, groove e sensualidade.
Todos os artistas querem gravar ou compor com Prince. Ele, temperamental como sempre, se dá ao luxo de escolher.
Uma das últimas loucuras foi adotar um símbolo bizarro e impronunciável para se auto-denominar. O cara é bem imprevisível.
Vamos aos sons!
Musicology.
Kiss.
Uma de suas obras primas: Purple Rain.
Um show completo. Assista logo, antes que o Prince tire do ar. Ele andou fazendo isso com tudo que era publicado no YouTube.
quarta-feira, 27 de março de 2013
Progressivo caipira
Em uma das bandas que toco, o outro guitarrista é um grande fã de rock progressivo. Eu sempre fui fã de southern rock, classic rock e principalmente blues.
Um dia, estávamos conversando sobre bandas e começamos a falar sobre o Kansas.
Chegamos à conclusão de que o Kansas é o "elo perdido" entre os estilos que nos influenciam como guitarristas.
Quando ouço a banda, penso naqueles bares na beira de estrada de séries e filmes americanos. Esfumaçados, com mesa de sinuca e motos Harley Davidson estacionadas.
Claro, as viagens do progressivo também estão presentes. Seja nos compassos, nas letras, temas e melodias.
A banda se formou na década de 70, em Topeka, Kansas, e ficou mais conhecida por um hit: Dust in the wind. Linda, regravada por uma porrada de gente, tocada em bares com "voz e violão" e churrascos.
Ainda bem que surgiu Supernatural, que popularizou também um som do Kansas que é sensacional: Carry on my wayward son.
Don't you cry no more!
Um show completo.
Saving people, hunting things. The family business.
segunda-feira, 25 de março de 2013
Giant Trip
Música é estado de espírito. Você sempre encontra algum estilo ou banda que corresponde ao que está sentindo no momento.
Todos temos nossos favoritos. Mas mesmo eles, não são ouvidos o tempo todo.
Rock progressivo não é dos meus estilos prediletos, mas eu curto essa viagem musical de vez em quando.
É nesses momentos que procuro o Gentle Giant.
Compassos malucos, melodias complexas, harmonias dissonantes, contrapontos, álbuns conceituais, instrumentos não-convencionais e letras com mensagens filosóficas. Eles mesmo chamam seu estilo de "Baroque & Roll".
A banda surgiu na década de 1970, na Inglaterra, com um rock pesado, quebrado e sonoridade erudita.
O Gentle Giant é uma orquestra de filósofos e excelentes multi-instrumentistas. Tudo depende da mensagem que eles querem passar.
É até difícil de explicar. Tem que ouvir para entender e sentir o clima diferente das músicas.
Abaixo, o primeiro som que ouvi deles: Free hand.
Um show completo, de 1978.
Boa viagem!
Todos temos nossos favoritos. Mas mesmo eles, não são ouvidos o tempo todo.
Rock progressivo não é dos meus estilos prediletos, mas eu curto essa viagem musical de vez em quando.
É nesses momentos que procuro o Gentle Giant.
Compassos malucos, melodias complexas, harmonias dissonantes, contrapontos, álbuns conceituais, instrumentos não-convencionais e letras com mensagens filosóficas. Eles mesmo chamam seu estilo de "Baroque & Roll".
A banda surgiu na década de 1970, na Inglaterra, com um rock pesado, quebrado e sonoridade erudita.
O Gentle Giant é uma orquestra de filósofos e excelentes multi-instrumentistas. Tudo depende da mensagem que eles querem passar.
É até difícil de explicar. Tem que ouvir para entender e sentir o clima diferente das músicas.
Abaixo, o primeiro som que ouvi deles: Free hand.
Um show completo, de 1978.
Boa viagem!
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