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quarta-feira, 12 de junho de 2013

Back in town


Na primeira vez que ouvi um som dos caras, na Kiss FM, achei foda. Aí, veio o solo de guitarra. Lindo demais.

A música em questão era "She knows" e a banda, Thin Lizzy.

Resolvi ir mais a fundo. Lembrei que o Metallica tinha feito uma versão de outra música deles: "whiskey in the jar". A original é fantástica também.

Formada em 1969 em Dublin, a banda toca um hard rock bem estradeiro. Daqueles sons que fazem você se imaginar em uma Harley Davidson ou em um Cadillac numa viagem pela rota 66. Ou simplesmente viajando sem rumo por aí.

A sonoridade é bem peculiar. Um drive leve de guitarra, influências do blues, rock, psicodelia, country e música folclórica irlandesa.

Hora de curtir o som dos caras.

"Eu vou tomar rum de abadá!". Um falso cognato em "Whiskey in the jar".


Um lindo solo de guitarra em "she knows".


Um show completo.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

De mascar o tabaco

Na Virada Cultural do ano passado, vi meu primeiro show do Black Oak Arkansas.

Na ocasião, tinha lido apenas que eles eram uma banda de Southern Rock da década de 70, mas não tinha ouvido nenhum de seus sons.

Foi uma excelente surpresa.

Apesar de ficar meio longe do palco, curti bastante as músicas e, mais tarde, pesquisei a fundo sobre o grupo.

Assisti a algumas apresentações no YouTube da época em que os caras eram novos. Bem pesadas e energéticas.

Os guitarristas, baixista e baterista são ótimos, mas o que chama bastante a atenção é o vocalista: James "Jim Dandy" Mangrum.

Figuraça. Um puta frontman e uma grande influência de David Lee Roth. Se reparar, tanto o timbre de voz quanto o estilo no palco dos dois são bem parecidos.

A história dos caras é bem maluca. Para se ter uma ideia, nos anos 60, quando ainda se chamavam The Knowbody Else, os caras foram presos pelo roubo de um PA.

Nas músicas, uma excelente mistura de Blues, Hard Rock e Country. Tudo isso resulta num clima que dá vontade de beber Jack Daniels, mascar tabaco e cuspir em uma tigela de metal.

Uma grande redescoberta!


Não encontrei shows completos dos caras, mas aí vai mais um vídeo.


E agora, uma playlist.

sexta-feira, 22 de março de 2013

Almost Famous Part 2 - Brothers

I'm back. E com mais uma banda do sul dos EUA, dando continuidade ao post sobre as bandas que influenciaram o filme Almost Famous. Se você vive no planetinha chamado Terra e conhece alguém ligado em rock, já deve ter escutado o nome "Allman Brothers". E o nome da banda vem dos dois irmãos: Duane (que DIO o tenha) e Gregg Allman, que formaram um conjunto talentoso com mais quatro campeões aí que eu to com preguiça de escrever o nome.


Pelo menos coloquei uma foto, satisfeitos?

Daí que essa banda tocou muito, numa pegada rock/country/blues bem interessante. Até pensar em fazer esse post pouco deles conhecia, e cada vez mais viro fã da banda. E daí ainda descobri que uma banda pra qual pago muito pau, chamada Black Crowes, foi muito influenciada por eles (aliás, futuramente farei um post sobre Black Crowes, fiquem tranquilos). 

Mas chega de papinho e etc., porque é hora de mostrar o som dos caras. Vamos começar por um clássico instrumental:


Sentiu a pegada? Saca só o drama:


E um show completo:


Aguardem que eu voltarei para fechar a série Almost Famous com classe. Vem coisa grande por aí, kids...

Muita breja e blues nesse fim de semana!

domingo, 10 de março de 2013

I wanna know have you ever seen... this band?

Você os conhece. Seja por escutar os hits "Have you ever seen the rain" ou "Proud Mary" no casamento do sobrinho do primo da sua mãe ou porque "Fortunate son" é trilha obrigatória em qualquer filme que tenha guerra do Vietnã como tema. Teve até um jogador de futebol com o nome da banda. Mas eles são muito mais do que essas três músicas, o que me obriga a sentar a bunda aqui num domingo e tentar honrar esta banda espetacular que conheci através bom gosto do meu velho: Creedence Clearwater Revival.


O grupo foi liderado pelos irmãos Fogerty, nasceu na Califórnia na década de 60 e deixou uma obra fantástica. Tinha uma pegada que transitava entre o country, o blues e o rock, numa época em que as guitarras ainda não eram tão pesadas, mas dava pra sentir um ritmo diferenciado. Talvez aqui seja melhor eu dar um exemplo do que tentar explicar:


E eles também tinham uma pegada sensacional no violão, que deveria influenciar qualquer aprendiz do instrumento. São músicas simples de tocar e lindas. Sem exageros, escuta aí:




Se você curtiu o som, vá atrás do álbum "Chronicle" agora e aproveite este domingão lindo para conhecer os melhores hits da banda. Se você não curtiu, será amaldiçoado e irá parar num churrasco com cerveja quente e música ruim.

Para fechar com chave de ouro, vou deixar a favorita do meu pai, porque ele me ensinou a curtir Raul e Johnny Cash, mas o que eu considero a maior herança musical é o CCR. Valeu, meu velho!



Aguardem. O próximo post iniciará uma pequena trilogia, e também terá referências cinematográficas. Semana que vem eu volto!