Mostrando postagens com marcador 50. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador 50. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Desmond takes a trolley to the jeweler's store

Viagem minha no título.

O artista de hoje no Revival pouco tem a ver com "Obladi Oblada". Só o nome mesmo.

Paul Desmond é meu saxofonista favorito por um simples motivo: o silêncio.

Acho que já falei aqui que os músicos que mais admiro são aqueles que valorizam a melodia e que não fazem da música um esporte.

Na biografia de Chet Baker, "No fundo de um sonho" (recomendo!), eles falam que Chet gostava do silêncio quando fazia seus solos.

Em instrumentos de sopro, cada linha melódica é como uma frase falada. Precisa de tempos para respirar. Algo que muitos guitarristas deveriam aprender.

Assim como Chet, Paul Desmond tocava com esse referencial.

Abaixo, um de seus temas mais famosos: Take Five. Som que ele toca com o também brilhante Dave Brubeck.


Um trecho do álbum Duets. Um lindo duo de piano e saxofone.



Uma piração só para encerrar.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Uma Sally

Um movimento que tenho reparado no Blues mais moderno é uma incorporação do groove.

Não posso afirmar com propriedade quando isso começou, mas dá para dizer que um dos primeiros artistas que incorporou o Soul no Blues foi Wilson Pickett.

Com uma bela voz e uma banda competente, Pickett compôs diversos sucessos, que você provavelmente conheceu na voz de outros artistas.

Vamos com alguns hits aqui:

Há alguns anos, para mim, este som era do Blues Brothers:


O primeiro sucesso dele.


As próximas duas ficaram mais conhecidas por conta de um ótimo filme. Você se lembra qual?


quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Irmã

Lembram dos posts sobre os "injustiçados"? Existem pessoas que têm tanto brilho, que às vezes, outras que também são extremamente talentosas acabam meio apagadas. Releia a parte 1 e parte 2.

Aretha Franklin é a "Queen of soul" e dispensa apresentações, por isso, poucos conhecem a carreira da irmã dela: Erma Franklin.



Erma chegou a cantar como backing vocal de Aretha em algumas ocasiões. Ela também tem uma bela voz e um trabalho bem interessante.

Para começar aqui, vamos com um som que foi originalmente gravado por Erma Franklin, mas que, com certeza, vocês conhecem na voz de outra marcante cantora:




Essa versão é ótima. Nas palavras de um amigo, "a Janis foi corajosa de regravar.".

Vale a pena conhecer outros trabalhos de Erma Franklin.

Para encerrar aqui, uma playlist:
Erma Franklin by Wilson Oura on Grooveshark

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Mais Influências?

As apresentações têm coreografias, uma banda competente e um vocalista que chama todas as atenções por seu carisma e voz poderosa. Michael Jackson? Prince? James Brown?

Não. Alguns anos antes, um cantor seria influência para esse tipo de show: Cab Calloway.

Cab era o líder de uma das mais famosas big bands de Jazz nos Estados Unidos. A primeira vez que vi o cara foi no filme "Blues Brothers", na cena em que ele precisa entreter a plateia por conta do atraso de Elwood e Jake.

Na ocasião, ele canta "Minnie the moocher", seu primeiro sucesso gravado em 1931. Abaixo, uma apresentação energética.



Um trecho do filme Stormy Weather, com os Nicholas Brothers:


É possível ver de onde Michael Jackson se inspirou.


Por fim, mais uma apresentação de "Minnie, the Moocher", só que dessa vez, em um desenho bem lisérgico da Betty Boop:

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Mamãezona

Engraçado como algumas coisas vão fazendo sentido com o passar dos anos.

A primeira vez que ouvi a Big Mama Thornton foi quando passei na galeria do Rock para procurar alguns DVD's raridades.

Ela realmente é uma figura interessante.

Nascida em 1926, Big Mama Thornton foi uma excelente vocalista e gaitista que fez sucesso na década de 50.

Uma blueseira que foi influência para uma série de artistas. Ela foi a primeira a gravar "Hound dog", que mais tarde fez sucesso com Elvis.

Também compôs o blues "Ball and Chain" que foi regravado pela Janis Joplin anos mais tarde.

Curtam a voz visceral e repleta de feeling da Big Mama.

Hound Dog.


Ball and Chain.



Um disco gravado com a banda do Muddy Water.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Influências

Angus Young, Jimmy Page, Eric Clapton, Steve Ray Vaughan, John Mayall, Billy Gibbons, Jeff Beck, entre outros pesos pesados, beberam na mesma fonte do blues negro americano. Suas influências são variadas e algumas bem conhecidas. Outras, nem tanto.

Elmore James foi um guitarrista de blues da década de 50.

Algumas de suas composições ficaram mais famosas justamente com a regravação de artistas mais novos.

Com uma voz marcante, técnica e feeling invejáveis no slide, não é a toa que Elmore James tenha influenciado tanta gente.

Antes de sua carreira solo, o cara tocou com Sonny Boy Williamson, outro ícone do Blues que merece um post de homenagem aqui. Provavelmente em outra oportunidade.

Hoje, vamos ouvir Elmore James. Blues before Sunrise.


O blues teve um filho, e o nome dele é rock n' roll. Curta Shake your Money maker.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Três reis eternos

Alguns ensaios atrás, lá estava eu, todo feliz e pimpão, improvisando meus solos de guitarra Blues com pentatônicas, pentatônicas m6, arpejos. Curtindo o som.

Até que chegou o momento de tocar uma música do primeiro rei deste post. O lendário B.B. King. Exceto por uma frase ou outra que já tinha memorizado e/ou executado por instinto, é quase impossível manter um improviso com a beleza e perfeição de Riley Ben King.

Percebo que guitarristas fritadores punheteiros, embora eles não admitam, subestimam B.B. King. Dizem que respeitam porque leram em alguma Guitar Player ou Cover Guitarra que o cara é bom, mas, no fundo, não entendem o motivo. Eles estão em seus quartos, com os metrônomos no turbo, fazendo exercícios de semifusas e os últimos sweep pickings de Malmsteen. Tudo para compor músicas que são apenas variações dos mesmos exercícios. Ou então, irem na apresentação do G3, com a plateia composta apenas de outros alunos punheteiros de guitarra.

Se você se enquadra na situação acima e quer um desafio, tenho uma dica: estude B.B. King. É uma das coisas mais difíceis de se tocar.

Curtam um show do rei de 1983.


Daí, lembrei que B.B é o último rei do blues vivo. Vale a pena fazer um post de homenagem aos outros dois: Freddie e Albert.

Freddie King, "the Texas Cannonball" é autor de diversos clássicos do Blues. Assim como Otis Redding, várias de suas interpretações foram regravadas por artistas mais contemporâneos, como Eric Clapton, Johnny Winter e até mesmo uma versão no primeiro G3 de "Going Down", com Satriani, Vai e Eric Johnson.


E going down no G3.


Não só por seus 1,93 m de altura e 118 kg, Albert King é um gigante. Com sua Gibson Flying V, uma voz marcante e encorpada e sucessos como "Born under a bad sign", o cara foi influência de meio mundo, mas uma pessoa em especial merece destaque aqui: Stevie Ray Vaughan.

Confira mestre e discípulo (que também é um mestre) na jam abaixo:


Vi B.B. King em sua última passagem pelo Brasil, em 2012. Saber que ele já está com 87 anos gera um sentimento de admiração e, ao mesmo tempo, um aperto no peito. Nossos reis deveriam ser eternos.

Para encerrar, outra jam. Dê uma olhada neste time.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Topetes de rua

Eis que, no meio dos anos 80, com o Glam Rock, Metal Farofa, canções de amor, caras de mau, cabelos de Chitãozinho, guitarristas virtuosos, laquê e maquiagem, uma banda resolve reviver o rockabilly dos anos 50.

Brian Setzer, Lee Rocker e Slim Jim Phantom formaram o Stray Cats e logo se diferenciaram no cenário da época.

Com sua semi-acústica, Setzer compôs ótimas linhas de guitarra e solos marcantes. Lee Rocker faz seus malabarismos insanos com o contrabaixo acústico. Já Slim Jim Phantom chama logo a atenção no palco por tocar bateria de pé.

Uma banda que anima qualquer festa.

Abaixo, o primeiro som que ouvi dos caras. A clássica Stray Cat Strut.


E agora, um show completo de 1990:


Ah! Vale a pena conferir também o outro trabalho do Brian Setzer com a Brian Setzer Orchestra.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Doctor is in


Quando comecei a pesquisar a história, músicas e artistas de blues, minha primeira direção foi a de procurar tributos, coletâneas e os artistas clássicos.

Depois, fui ramificando e segui meus caminhos, mas essa trajetória não vem ao caso aqui.

O ponto interessante é que, em todos as reuniões, shows, tributos, filmes e etc, tinha um cara discreto ali nas teclas.

Usando um terno, chapéu e com uma voz rouca e marcante, Dr. John é presença garantida no time dos grandes blueseiros ainda vivos.

Ele estava na homenagem ao Stevie Ray Vaughan, no Crossroads, no Blues Brothers, no Lightning in a Bottle (traduzido como "A história do Blues"), em um soundstage com Muddy Waters, Johnny Winter, no álbum do B.B. King dedicado ao Louis Jordan e por aí vai...

Extremamente talentoso nessas apresentações, valeu a pena conferir as composições do cara: muito Blues, Jazz, Soul, Boogie Woogie e Rock n' Roll.



Cold shot, com Jimmy Vaughan no tributo ao Stevie Ray Vaughan.


A primeira parte de uma jam com o Johnny Winter:


Abaixo, o link para as outras partes:

Parte 2/7

Parte 3/7

Parte 4/7

Parte 5/7

Parte 6/7

Parte 7/7

Por fim, o canal oficial de YouTube.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Let the good times roll


Desde criança, sempre fui fã de Tom & Jerry, e tem um episódio em que o Tom vai fazer uma serenata para uma gatinha usando um contra-baixo acústico. Alguém se lembra?


Queria saber quem era o autor dessa música, ou pelo menos, o principal intérprete.

Depois de ouvir a letra e fazer aquela pesquisa básica, achei o nome: Louis Jordan.

Um dos grandes pioneiros do Jazz e Blues, o cara surgiu entre a década de 30 e 50 com um som bem alto astral e foi influência para diversos artistas, incluindo o mítico B.B. King.

Aliás, o B.B. King gravou um álbum tributo ao Louis Jordan. Um disco sensacional.

No YouTube, dá para achar uns sons e apresentações. Vale a pena conhecer.

Abaixo, uma versão de "Is you is, or is you ain't my baby":


"Let the good times roll", um som ideal para relaxar e curtir uma cerveja. Na versão do B.B. King.


Para encerrar, mais uma de Jordan.