Conheci o trabalho do Babyface quando vi uma apresentação dele com o Eric Clapton. Os dois compuseram "Change the world", que foi trilha do filme "Fenômeno".
Pesquisando melhor, vi que ele é multi instrumentista, compositor e tem músicas bem interessantes.
Atualmente, soube que faz parte do time do Cee-lo no "The Voice" gringo.
Para hoje, vou dividir com vocês o acústico MTV dele.
Um show fenomenal.
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quarta-feira, 30 de outubro de 2013
segunda-feira, 28 de outubro de 2013
Pips
Tem interpretações que são simplesmente arrepiantes.
Um bom exemplo é essa versão de "Please, send me someone to love", do Percy Mayfield, cantada por Gladys Knight, Paul Butterfield e o eterno B.B. King.
Nesse show de homenagem a Paul Butterfield, ainda estão Chaka Khan e Etta James, mas hoje, vamos falar de outra excelente cantora: Gladys Knight.
Premiada e cultuada por vários artistas, Gladys tem uma voz grave, encorpada e deliciosa de se ouvir. Ela fez sucesso com a banda The Pips nas décadas de 60 e 70, para depois seguir em carreira solo.
Para encerrar, vamos com "I heard it through the grapevine".
Um bom exemplo é essa versão de "Please, send me someone to love", do Percy Mayfield, cantada por Gladys Knight, Paul Butterfield e o eterno B.B. King.
Nesse show de homenagem a Paul Butterfield, ainda estão Chaka Khan e Etta James, mas hoje, vamos falar de outra excelente cantora: Gladys Knight.
Premiada e cultuada por vários artistas, Gladys tem uma voz grave, encorpada e deliciosa de se ouvir. Ela fez sucesso com a banda The Pips nas décadas de 60 e 70, para depois seguir em carreira solo.
Para encerrar, vamos com "I heard it through the grapevine".
segunda-feira, 8 de julho de 2013
Semana do Rock
Dia 13 de julho é o Dia Mundial do Rock. Por isso, combinei com o Enzo de fazermos uma maratona de nossos álbuns favoritos durante toda a semana. Um grande tributo.
Gone Shootin'.
Álbum completo.
Não me lembro onde li que o AC/DC é o Rolling Stones plugado no 220 v. Faz muito sentido.
Tínhamos conversado várias vezes, e ele até postou aqui sobre o assunto, que a geração iTunes/MP3 não sabe o prazer que é comprar um álbum na loja com capa, encarte e um grupo de músicas que representa a banda em algum determinado momento. Suas intenções, mensagens, contexto histórico e etc.
Abrir o plástico e ouvir o disco pela primeira vez, enquanto folheia o encarte e acompanha as letras. Não vou entrar no mérito aqui das sacanagens das gravadoras ao longo dos anos, piratarias, compartilhamentos e etc. Só vou falar da sensação inocente de comprar, ouvir e curtir um LP ou CD.
É diferente de um pendrive com MP3 e músicas agrupadas em ordem alfabética, ordem crescente de tamanho ou qualquer outro critério. As faixas tinham uma sequência por um motivo. Simplesmente diferente.
O primeiro disco da semana é o Powerage do AC/DC. Por sinal, meu disco favorito da banda que mais me inspirou como guitarrista até hoje.
Powerage foi gravado em 1978 e é o quinto álbum dos caras. Ainda com Bon Scott nos vocais, o disco tem uma sonoridade bluesy que me conquistou logo na primeira vez que ouvi. Ele mostra um amadurecimento da banda e um retorno às origens blueseiras de Angus e Malcolm Young.
Foi um ano até que movimentado. O Sex Pistols anunciavam o fim da banda; Black Sabath lançava seu oitavo disco, o último com Ozzy; Whitesnake e The Police lançavam seus álbuns de estreia; Rush lançava o Hemisphere e Ramones, o Road to Ruin, com o baterista Marky Ramone.
A primeira faixa que ouvi do Powerage foi Gone Shootin'. Ironicamente, no disco que tinha a trilha sonora do longa do Beavis e Butthead. Mais tarde, comprei o álbum e fiquei impressionado com os riffs, timbres e pegada.
Gone Shootin'.
Álbum completo.
Não me lembro onde li que o AC/DC é o Rolling Stones plugado no 220 v. Faz muito sentido.
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segunda-feira, 24 de junho de 2013
Nosso blues ou samba deles?
A origem é a mesma.
Nós brasileiros desenvolvemos de uma maneira. Os americanos, de outra. As histórias são diferentes. O feeling e a motivação são os mesmos.
O que ficou com a gente? A ginga? O suingue? O ritmo? Um dia, queria fazer um estudo detalhado sobre o assunto.
O ponto é que, salvo raras exceções, soa muito estranho para mim quando alguma banda brasileira pega uma estrutura de blues típico americano e inventa de colocar uma letra em português.
A meu ver, o único artista brasileiro que conseguiu encontrar o elo entre o samba e o blues foi o Luiz Melodia.
Nascido no morro de São Carlos no Estácio e filho do sambista Oswaldo Melodia, Luiz lançou seu primeiro álbum em 1973: Pérola Negra.
Ao ouvir os sons do cara, logo dá para perceber o quanto ele é diferenciado dentro do universo da MPB. Composições sinceras, sem pseudo-intelectualismo, que retratam a realidade do morro com harmonias e melodias muito bem elaboradas.
Ele não é mais um Djavan, Chico Buarque, Caetano, Gil ou Tom Jobim. Ele é único.
Nós brasileiros desenvolvemos de uma maneira. Os americanos, de outra. As histórias são diferentes. O feeling e a motivação são os mesmos.
O que ficou com a gente? A ginga? O suingue? O ritmo? Um dia, queria fazer um estudo detalhado sobre o assunto.
O ponto é que, salvo raras exceções, soa muito estranho para mim quando alguma banda brasileira pega uma estrutura de blues típico americano e inventa de colocar uma letra em português.
A meu ver, o único artista brasileiro que conseguiu encontrar o elo entre o samba e o blues foi o Luiz Melodia.
Nascido no morro de São Carlos no Estácio e filho do sambista Oswaldo Melodia, Luiz lançou seu primeiro álbum em 1973: Pérola Negra.
Ao ouvir os sons do cara, logo dá para perceber o quanto ele é diferenciado dentro do universo da MPB. Composições sinceras, sem pseudo-intelectualismo, que retratam a realidade do morro com harmonias e melodias muito bem elaboradas.
Ele não é mais um Djavan, Chico Buarque, Caetano, Gil ou Tom Jobim. Ele é único.
quarta-feira, 19 de junho de 2013
Influências
Angus Young, Jimmy Page, Eric Clapton, Steve Ray Vaughan, John Mayall, Billy Gibbons, Jeff Beck, entre outros pesos pesados, beberam na mesma fonte do blues negro americano. Suas influências são variadas e algumas bem conhecidas. Outras, nem tanto.
Elmore James foi um guitarrista de blues da década de 50.
Algumas de suas composições ficaram mais famosas justamente com a regravação de artistas mais novos.
Com uma voz marcante, técnica e feeling invejáveis no slide, não é a toa que Elmore James tenha influenciado tanta gente.
Antes de sua carreira solo, o cara tocou com Sonny Boy Williamson, outro ícone do Blues que merece um post de homenagem aqui. Provavelmente em outra oportunidade.
Hoje, vamos ouvir Elmore James. Blues before Sunrise.
O blues teve um filho, e o nome dele é rock n' roll. Curta Shake your Money maker.
Elmore James foi um guitarrista de blues da década de 50.
Algumas de suas composições ficaram mais famosas justamente com a regravação de artistas mais novos.
Com uma voz marcante, técnica e feeling invejáveis no slide, não é a toa que Elmore James tenha influenciado tanta gente.
Antes de sua carreira solo, o cara tocou com Sonny Boy Williamson, outro ícone do Blues que merece um post de homenagem aqui. Provavelmente em outra oportunidade.
Hoje, vamos ouvir Elmore James. Blues before Sunrise.
O blues teve um filho, e o nome dele é rock n' roll. Curta Shake your Money maker.
quarta-feira, 29 de maio de 2013
Clima verde
Dias atrás, ajudei um amigo a fazer uma lista de músicas que criariam um clima propício para o jantar romântico que ele preparava.
A lista foi finalizada e deu tudo certo. Porém, ontem, percebi que esquecemos de um nome importantíssimo: Al Green.
Albert Green começou sua carreira na década de 50, mas seu maior sucesso veio no começo dos anos 70.
Let's stay together. Uma música que tem tudo: harmonia, melodia e letra. Todas lindas.
Agora imagine o cenário a seguir:
1 - Você está no show de uma banda que toca soul. Sua (seu) prospect/crush/pretendende/alvo está junto e há chances de êxito.
2 - A banda começa a tocar "Let's stay together".
3 - Vocês começam a dançar juntos.
4 - ACHIEVEMENT UNLOCKED!
Outra chance como essa, você só encontra se a banda tocar "Let's get it on" do Marvin Gaye. Tenho uma amiga que pode comprovar a efetividade do clima que essa música pode criar.
Vamos aos sons. Let's stay together:
Um show completo:
A lista foi finalizada e deu tudo certo. Porém, ontem, percebi que esquecemos de um nome importantíssimo: Al Green.
Albert Green começou sua carreira na década de 50, mas seu maior sucesso veio no começo dos anos 70.
Let's stay together. Uma música que tem tudo: harmonia, melodia e letra. Todas lindas.
Agora imagine o cenário a seguir:
1 - Você está no show de uma banda que toca soul. Sua (seu) prospect/crush/pretendende/alvo está junto e há chances de êxito.
2 - A banda começa a tocar "Let's stay together".
3 - Vocês começam a dançar juntos.
4 - ACHIEVEMENT UNLOCKED!
Outra chance como essa, você só encontra se a banda tocar "Let's get it on" do Marvin Gaye. Tenho uma amiga que pode comprovar a efetividade do clima que essa música pode criar.
Vamos aos sons. Let's stay together:
Um show completo:
quarta-feira, 8 de maio de 2013
Rainha Mousette
Cada vez que assistia os Blues Brothers, tanto o primeiro quanto o segundo, eu reconhecia um músico legal diferente.
Desses filmes, uma boa redescoberta para hoje foi a Erykah Badu.
Ela andava tão esquecida por esses anos, que eu achei que ela tinha morrido. Juro!
Dotada de uma bela voz e com um visual marcante, Badu fez sucesso na década de 90. Hoje, ela anda sumida porque está se dedicando à família e aos filhos.
Resolveu sossegar.
Encontrei no YouTube este show acústico, da época que a MTV era realmente sobre música, e não uma "Malhação TV".
Bem legal!
Desses filmes, uma boa redescoberta para hoje foi a Erykah Badu.
Ela andava tão esquecida por esses anos, que eu achei que ela tinha morrido. Juro!
Dotada de uma bela voz e com um visual marcante, Badu fez sucesso na década de 90. Hoje, ela anda sumida porque está se dedicando à família e aos filhos.
Resolveu sossegar.
Encontrei no YouTube este show acústico, da época que a MTV era realmente sobre música, e não uma "Malhação TV".
Bem legal!
segunda-feira, 6 de maio de 2013
Groove em família
Minha paixão pelo som do Sly and the Family Stone só foi crescendo com o tempo.
A banda é mais um exemplo do "peso fora do rock". A psicodelia também está presente em músicas cheias de atitude e mensagens fortes.
O que destacar? Vocais e composições lindas de Sly; grooves dançantes de baixo, guitarra e bateria e diversos arranjos vocais. Tudo em perfeita harmonia.
Formada em 1967, sabe-se que a banda foi influência para uma porrada de artistas que seguiram essa mistura de funk, soul, rock e psicodelia.
Vale muito a pena conhecer toda a discografia da banda.
Sly and the Family Stone é outra banda que achei no meio dos discos da minha mãe. A primeira deles que ouvi foi "Everyday People". Logo de cara, uma letra linda.
Só um trechinho:
I am no better and neither are you
We're all the same whatever we do
You love me you hate me
You know me and then
Still can't figure out the bag I'm in
I am everyday people
Em franqueza resumida: todo mundo caga, mija, peida, trepa e vira adubo quando morre. O tempo passa e uma mensagem de 1968 ainda precisa ser dita.
Para todos os everyday people:
E agora, um puta riff de guitarra funk em "Sing a simple song":
Thank you!
Para encerrar, um show. Pena que não encontrei um registro com qualidade melhor. Mas dá para curtir! O som está bom.
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soul
quinta-feira, 2 de maio de 2013
Doctor is in
Quando comecei a pesquisar a história, músicas e artistas de blues, minha primeira direção foi a de procurar tributos, coletâneas e os artistas clássicos.
Depois, fui ramificando e segui meus caminhos, mas essa trajetória não vem ao caso aqui.
O ponto interessante é que, em todos as reuniões, shows, tributos, filmes e etc, tinha um cara discreto ali nas teclas.
Usando um terno, chapéu e com uma voz rouca e marcante, Dr. John é presença garantida no time dos grandes blueseiros ainda vivos.
Ele estava na homenagem ao Stevie Ray Vaughan, no Crossroads, no Blues Brothers, no Lightning in a Bottle (traduzido como "A história do Blues"), em um soundstage com Muddy Waters, Johnny Winter, no álbum do B.B. King dedicado ao Louis Jordan e por aí vai...
Extremamente talentoso nessas apresentações, valeu a pena conferir as composições do cara: muito Blues, Jazz, Soul, Boogie Woogie e Rock n' Roll.
Cold shot, com Jimmy Vaughan no tributo ao Stevie Ray Vaughan.
A primeira parte de uma jam com o Johnny Winter:
Abaixo, o link para as outras partes:
Parte 2/7
Parte 3/7
Parte 4/7
Parte 5/7
Parte 6/7
Parte 7/7
Por fim, o canal oficial de YouTube.
segunda-feira, 29 de abril de 2013
Can't get enough
Dizem que a banda no céu está ficando cada vez melhor.
Muitos ídolos estão indo embora. Talvez só tenham voltado para o planeta deles. Tudo depende da crença.
Alguns deixam muita saudade.
Duas mortes que, em particular, me marcaram demais ao serem anunciadas na televisão foram as de Tim Maia e Barry White.
O Tim dispensa apresentações, e hoje, quis relembrar a poderosa voz grave do maestro Barry White.
Conversava esses dias sobre o fato de que a maioria das músicas que tocam a gente no peito são tristes. Para compensar, fiquei pensando nas músicas que têm alto astral e que mesmo assim criam uma reação parecida.
No comando da Love Unlimited Orchestra, Barry compôs harmonias e arranjos arrepiantes.
São temas românticos, cheios de groove e letras que não precisam ser "dor-de-cotovelo". Músicas que abrem sorrisos.
Separei alguns sons do Mr. Barrence Eugene Carter e um show completo.
Can't get enough of your love.
A versão de "The first, the last, my everything" com a participação Pavarotti ficou bem legal.
Mais um capítulo de: Quando a música pop era legal. Around the world com Lisa Stansfield.
Por fim, um show completo.
Let the music play!
quarta-feira, 17 de abril de 2013
Respect
Otis Redding é outro artista fantástico que descobri nos discos da minha mãe.
Começou sua carreira nos anos 60 com músicas lindas, cheias de suingue e feeling. A voz do cara é encorpada e poderosa, assim como os grandes da Soul Music.
Suas gravações são demais, mas o que realmente me surpreendeu no Otis Redding foi a quantidade de composições que eu só conhecia em versões de outros artistas.
Antes de mostrá-las, vamos primeiro ouvir seu maior sucesso: (Sitting on) the dock of the bay:
Será que a versão abaixo vai surpreender você tanto quanto eu fiquei surpreso ao descobrir que ele era o autor?
E essa?
Por fim, um registro de suas apresentações:
quarta-feira, 10 de abril de 2013
Éramos cinco
Antes das esquisitices, histórias bizarras, novos oportunistas, super produções e do reinado, havia uma banda.
Cinco integrantes talentosos. Segundo a mídia, não tanto quanto o vocalista principal.
Ao que me consta, a dinâmica familiar e a intimidade deles não era tão importante para a imprensa. Isso ajuda.
Assim era o Jackson Five. Um grande sucesso da Motown no fim dos anos 60 e começo dos 70.
A carreira solo do Michael Jackson é sensacional, mas aqui no Revival, quis "redescobrir" a banda que o lançou. Eles também faziam um puta som.
Abaixo, Dancing Machine. No gás!
Um show completo dos caras.
segunda-feira, 8 de abril de 2013
Blind blues
Quando era menor, gostava de ver o "Momento Jazz" que passava no Multishow. Foi lá que vi um show do B.B. King em um bar.
Gostava daquela atmosfera e clima. Ver pessoas sentadas na mesa de um bar pensando na vida, curtindo um som e tomando umas cervejas. E eu nem bebia na época. Era uma cena de filme que eu me imaginava.
Desde aquele dia, passei a curtir, pesquisar, estudar e conhecer os artistas de blues. Suas histórias, biografias, músicas. Quis roubar suas frases de guitarra e aprender suas técnicas. Invejava profundamente a musicalidade de cada um deles.
Um dia, em 2002, fui convidado para ir no show do Robert Cray, que eu conhecia do tributo ao Stevie Ray Vaughan, dividindo a noite com um tal de Jeff Healey.
Que surpresa.
Um cara cego, sentado em uma cadeira, tocando a guitarra deitada em seu colo. Fiquei impressionado. Com a guitarra nessa posição, como se fosse um piano, ele ganhava mais um dedo da mão esquerda (mão da escala) para tocar.
Com um repertório que viajava entre o blues e o rock n' roll, Jeff Healey fez um show que, na minha opinião, ofuscou o de Robert Cray, outro cara foda.
Eu não conseguia acreditar no som daquele cara, que cantava e tocava para caralho. Em alguns momentos da apresentação, ele se levantava e curtia o momento com a banda. Eu ficava aflito nesses momentos, mas percebia que ele contava os passos até a cadeira em que estava.
Jeff Healey foi o primeiro grande bluesman que vi ao vivo. Isso tornou a morte dele, em 2008, ainda mais triste.
Abaixo, sua versão de Roadhouse Blues.
Um encontro com Stevie Ray Vaughan.
Por fim, um show completo.
quarta-feira, 3 de abril de 2013
O albino maluco do Texas
Eu sou suspeito para falar do Johnny Winter.
Assistir o cara em Nova York, no bar do B.B. King, foi inesquecível.
Tudo é impressionante. As músicas, sua voz, as guitarras, a banda, a energia, o astral. Mais incrível ainda, é ver que, mesmo aos 69 anos e tocando sentado, o cara ainda consegue manter todo o pique de seus shows.
Nas gravações e apresentações do Johnny Winter, é fácil perceber o quanto ele flerta tanto com o Blues, como com o Rock n' Roll.
Mais que nos outros posts aqui, fica muito difícil escolher qual música publicar. Vou seguir o critério e compartilhar o primeiro som que ouvi dele.
Bony Moronie, do disco Captured Live. É a primeira faixa desse registro ao vivo que já vem chutando com dois pés no peito. A levada do som já mostra a energia da banda. O baterista parece o Animal dos Muppets. E o "duelo" de guitarras de Johnny e Floyd Radford é indescritível.
Abaixo, dois shows. No primeiro, Johnny Winter em 1979:
Este outro mais recente, de 2007.
segunda-feira, 1 de abril de 2013
Still crying...
Quando ouço Marvin Gaye, três pensamentos passam pela minha cabeça. Respectivamente:
1 - Caralho! Que voz foda!
2 - Como ele faz esse drive suave?
3 - O pai dele é um filho da puta mesmo!
Em 1º de abril de 1984, o pastor Marvin Pentz Gay Sr, assassinou seu próprio filho com um tiro, após uma briga.
Ao meu ver, a morte de Marvin Gaye é a mais dramática da música popular.
Esquecendo a indignação, vamos ao que interessa. O fantástico legado que foi deixado.
Marvin Gaye era sensacional. Multi-instrumentista e compositor.
Daqueles caras que me fazem querer vender minhas guitarras, parar de estudar música e me recolher na minha insignificância.
Músicas carregadas de amor e sensualidade.
Composições que são sempre atuais, cheias de atitude, mensagens fortes e mostram que, em essência, o mundo não mudou quase nada.
Muitas mães continuam chorando, irmãos morrendo e poucos perceberam que a guerra não é a resposta.
What's going on?
Um show completo:
quarta-feira, 20 de março de 2013
O peso do funk.
Dando continuidade ao assunto "peso fora do rock", há alguns meses, numa pesquisa sobre guitarra groove, encontrei este top 10 da Gibson.
Cada uma das bandas valeria um post aqui, mas hoje, escolhi o Parliament-Funkadelic.
Já tinha visto referências dos caras em vários lugares. Uma delas foi a presença do George Clinton na série How I met your mother.
Figuraça.
Lá pelos anos 60 e 70, com o Parliament-Funkadelic, George Clinton tocava uma variação do funk chamada P-funk. Dentre outras definições, Pure Funk ou ainda, Plainfield Funk.
Percebe-se influências do jazz, soul e até mesmo do rock.
Logo de cara, dá para sacar o diferencial no som dos caras. A meu ver, um som bem pesado, cheio de suingue e com elementos psicodélicos.
Fui atrás de mais informação e encontrei um álbum que, já na primeira audição, se tornou um dos meus favoritos: Mothership Connection. Um disco conceitual que marcou história.
O Parliament-Funkadelic estava mesmo destinado a me surpreender. No Youtube, encontrei uma apresentação de 1976 saída do mesmo disco.
Guitarras distorcidas, alto astral, groove e vocalistas inacreditáveis. Toda atmosfera de Mothership Connection está presente no show. Olhando o figurino, parece mesmo um monte de alienígenas tocando.
Ladies and gentlemen: Parliament-Funkadelic!
Veja também o show Mothership Connection, de 1976.
Gotta have that funk!
Cada uma das bandas valeria um post aqui, mas hoje, escolhi o Parliament-Funkadelic.
Já tinha visto referências dos caras em vários lugares. Uma delas foi a presença do George Clinton na série How I met your mother.
Figuraça.
Lá pelos anos 60 e 70, com o Parliament-Funkadelic, George Clinton tocava uma variação do funk chamada P-funk. Dentre outras definições, Pure Funk ou ainda, Plainfield Funk.
Percebe-se influências do jazz, soul e até mesmo do rock.
Logo de cara, dá para sacar o diferencial no som dos caras. A meu ver, um som bem pesado, cheio de suingue e com elementos psicodélicos.
Fui atrás de mais informação e encontrei um álbum que, já na primeira audição, se tornou um dos meus favoritos: Mothership Connection. Um disco conceitual que marcou história.
O Parliament-Funkadelic estava mesmo destinado a me surpreender. No Youtube, encontrei uma apresentação de 1976 saída do mesmo disco.
Guitarras distorcidas, alto astral, groove e vocalistas inacreditáveis. Toda atmosfera de Mothership Connection está presente no show. Olhando o figurino, parece mesmo um monte de alienígenas tocando.
Ladies and gentlemen: Parliament-Funkadelic!
Veja também o show Mothership Connection, de 1976.
Gotta have that funk!
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segunda-feira, 18 de março de 2013
Soul com "S" maiúsculo.
Uma vez, eu estava na Teodoro e vi um menino pesquisando preço de instrumentos.
O vendedor perguntou:
- É para um som pesado?
O garoto respondeu:
- Não. É para tocar blues...
- É som pesado, cara! - respondeu o vendedor.
"Pesado" é um adjetivo que a maioria das pessoas atribui apenas ao rock. Inclusive eu, na época em que comecei a tocar guitarra.
Essa noção de peso eu fui aprender apenas após alguns anos de estudo. A primeira vez que me dei conta que uma música era pesada, mesmo sem fazer parte do universo do rock n' roll, foi quando ouvi Tower of Power.
A banda se juntou em Oakland, em 1968, para tocar e compor soul music.
Logo de cara, o que mais chama a atenção em qualquer música do Tower of Power, é o time impressionante de metais. Solando, em harmonia ou contrapontos, é um som que dá para sentir forte no peito.
A banda inteira é fantástica, mas gosto sempre de destacar as levadas de bateria de Dave Garibaldi. Daquelas que não dá para acompanhar em nossas "air drums".
Um grupo tão poderoso, que até o vocalista fica em "segundo plano". Todos são excelentes cantores, mas perdi a conta de quantas mudanças rolaram ao longo da trajetória do Tower of Power.
Abaixo, "What is hip?". Provavelmente, o primeiro sucesso da banda:
Depois, "So very hard to go". Uma linda melodia, um belo solo:
Para encerrar, um show completo de 1998. O vocalista é Brent Carter, um dos meus favoritos:
O vendedor perguntou:
- É para um som pesado?
O garoto respondeu:
- Não. É para tocar blues...
- É som pesado, cara! - respondeu o vendedor.
"Pesado" é um adjetivo que a maioria das pessoas atribui apenas ao rock. Inclusive eu, na época em que comecei a tocar guitarra.
Essa noção de peso eu fui aprender apenas após alguns anos de estudo. A primeira vez que me dei conta que uma música era pesada, mesmo sem fazer parte do universo do rock n' roll, foi quando ouvi Tower of Power.
A banda se juntou em Oakland, em 1968, para tocar e compor soul music.
Logo de cara, o que mais chama a atenção em qualquer música do Tower of Power, é o time impressionante de metais. Solando, em harmonia ou contrapontos, é um som que dá para sentir forte no peito.
A banda inteira é fantástica, mas gosto sempre de destacar as levadas de bateria de Dave Garibaldi. Daquelas que não dá para acompanhar em nossas "air drums".
Um grupo tão poderoso, que até o vocalista fica em "segundo plano". Todos são excelentes cantores, mas perdi a conta de quantas mudanças rolaram ao longo da trajetória do Tower of Power.
Abaixo, "What is hip?". Provavelmente, o primeiro sucesso da banda:
Depois, "So very hard to go". Uma linda melodia, um belo solo:
Para encerrar, um show completo de 1998. O vocalista é Brent Carter, um dos meus favoritos:
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