O artista selecionado para hoje faz uma trilha sonora perfeita para ficar em um bar esfumaçado de beira de estrada (de preferência na Rota 66) jogar sinuca e tomar cerveja. Ou whisky. Ou bourbon. Ou tequila.
Um blues bem puxado para o rock.
A primeira vez que ouvi George Thorogood foi no game de Mega Drive "Rock n' Roll Racing". Mais tarde, fui reconhecer que aquela musiquinha que embalava as corridas fazia parte do Exterminador do Futuro 2.
Junto com os Destroyers, George Thorogood faz ótimas versões de blues clássicos, além de suas próprias composições. Um som energético, pesado e divertido.
Na estrada desde a década de 70, o cara tira um timbre bem peculiar de sua guitarra. Certa vez, li que para suas semi acústicas não fazerem muita microfonia, ele preenche o corpo delas com jornal (!) e papel amassado. Curiosidade para guitarristas.
Vamos com a clássica "Bad to the Bone":
O clipe de "I drink alone".
Um show completo.
quarta-feira, 3 de julho de 2013
segunda-feira, 1 de julho de 2013
Mais Influências?
As apresentações têm coreografias, uma banda competente e um vocalista que chama todas as atenções por seu carisma e voz poderosa. Michael Jackson? Prince? James Brown?
Não. Alguns anos antes, um cantor seria influência para esse tipo de show: Cab Calloway.
Cab era o líder de uma das mais famosas big bands de Jazz nos Estados Unidos. A primeira vez que vi o cara foi no filme "Blues Brothers", na cena em que ele precisa entreter a plateia por conta do atraso de Elwood e Jake.
Na ocasião, ele canta "Minnie the moocher", seu primeiro sucesso gravado em 1931. Abaixo, uma apresentação energética.
Um trecho do filme Stormy Weather, com os Nicholas Brothers:
É possível ver de onde Michael Jackson se inspirou.
Por fim, mais uma apresentação de "Minnie, the Moocher", só que dessa vez, em um desenho bem lisérgico da Betty Boop:
Não. Alguns anos antes, um cantor seria influência para esse tipo de show: Cab Calloway.
Cab era o líder de uma das mais famosas big bands de Jazz nos Estados Unidos. A primeira vez que vi o cara foi no filme "Blues Brothers", na cena em que ele precisa entreter a plateia por conta do atraso de Elwood e Jake.
Na ocasião, ele canta "Minnie the moocher", seu primeiro sucesso gravado em 1931. Abaixo, uma apresentação energética.
Um trecho do filme Stormy Weather, com os Nicholas Brothers:
É possível ver de onde Michael Jackson se inspirou.
Por fim, mais uma apresentação de "Minnie, the Moocher", só que dessa vez, em um desenho bem lisérgico da Betty Boop:
quarta-feira, 26 de junho de 2013
Mamãezona
Engraçado como algumas coisas vão fazendo sentido com o passar dos anos.
A primeira vez que ouvi a Big Mama Thornton foi quando passei na galeria do Rock para procurar alguns DVD's raridades.
Ela realmente é uma figura interessante.
Nascida em 1926, Big Mama Thornton foi uma excelente vocalista e gaitista que fez sucesso na década de 50.
Uma blueseira que foi influência para uma série de artistas. Ela foi a primeira a gravar "Hound dog", que mais tarde fez sucesso com Elvis.
Também compôs o blues "Ball and Chain" que foi regravado pela Janis Joplin anos mais tarde.
Curtam a voz visceral e repleta de feeling da Big Mama.
Hound Dog.
Ball and Chain.
Um disco gravado com a banda do Muddy Water.
A primeira vez que ouvi a Big Mama Thornton foi quando passei na galeria do Rock para procurar alguns DVD's raridades.
Ela realmente é uma figura interessante.
Nascida em 1926, Big Mama Thornton foi uma excelente vocalista e gaitista que fez sucesso na década de 50.
Uma blueseira que foi influência para uma série de artistas. Ela foi a primeira a gravar "Hound dog", que mais tarde fez sucesso com Elvis.
Também compôs o blues "Ball and Chain" que foi regravado pela Janis Joplin anos mais tarde.
Curtam a voz visceral e repleta de feeling da Big Mama.
Hound Dog.
Ball and Chain.
Um disco gravado com a banda do Muddy Water.
segunda-feira, 24 de junho de 2013
Nosso blues ou samba deles?
A origem é a mesma.
Nós brasileiros desenvolvemos de uma maneira. Os americanos, de outra. As histórias são diferentes. O feeling e a motivação são os mesmos.
O que ficou com a gente? A ginga? O suingue? O ritmo? Um dia, queria fazer um estudo detalhado sobre o assunto.
O ponto é que, salvo raras exceções, soa muito estranho para mim quando alguma banda brasileira pega uma estrutura de blues típico americano e inventa de colocar uma letra em português.
A meu ver, o único artista brasileiro que conseguiu encontrar o elo entre o samba e o blues foi o Luiz Melodia.
Nascido no morro de São Carlos no Estácio e filho do sambista Oswaldo Melodia, Luiz lançou seu primeiro álbum em 1973: Pérola Negra.
Ao ouvir os sons do cara, logo dá para perceber o quanto ele é diferenciado dentro do universo da MPB. Composições sinceras, sem pseudo-intelectualismo, que retratam a realidade do morro com harmonias e melodias muito bem elaboradas.
Ele não é mais um Djavan, Chico Buarque, Caetano, Gil ou Tom Jobim. Ele é único.
Nós brasileiros desenvolvemos de uma maneira. Os americanos, de outra. As histórias são diferentes. O feeling e a motivação são os mesmos.
O que ficou com a gente? A ginga? O suingue? O ritmo? Um dia, queria fazer um estudo detalhado sobre o assunto.
O ponto é que, salvo raras exceções, soa muito estranho para mim quando alguma banda brasileira pega uma estrutura de blues típico americano e inventa de colocar uma letra em português.
A meu ver, o único artista brasileiro que conseguiu encontrar o elo entre o samba e o blues foi o Luiz Melodia.
Nascido no morro de São Carlos no Estácio e filho do sambista Oswaldo Melodia, Luiz lançou seu primeiro álbum em 1973: Pérola Negra.
Ao ouvir os sons do cara, logo dá para perceber o quanto ele é diferenciado dentro do universo da MPB. Composições sinceras, sem pseudo-intelectualismo, que retratam a realidade do morro com harmonias e melodias muito bem elaboradas.
Ele não é mais um Djavan, Chico Buarque, Caetano, Gil ou Tom Jobim. Ele é único.
quarta-feira, 19 de junho de 2013
Influências
Angus Young, Jimmy Page, Eric Clapton, Steve Ray Vaughan, John Mayall, Billy Gibbons, Jeff Beck, entre outros pesos pesados, beberam na mesma fonte do blues negro americano. Suas influências são variadas e algumas bem conhecidas. Outras, nem tanto.
Elmore James foi um guitarrista de blues da década de 50.
Algumas de suas composições ficaram mais famosas justamente com a regravação de artistas mais novos.
Com uma voz marcante, técnica e feeling invejáveis no slide, não é a toa que Elmore James tenha influenciado tanta gente.
Antes de sua carreira solo, o cara tocou com Sonny Boy Williamson, outro ícone do Blues que merece um post de homenagem aqui. Provavelmente em outra oportunidade.
Hoje, vamos ouvir Elmore James. Blues before Sunrise.
O blues teve um filho, e o nome dele é rock n' roll. Curta Shake your Money maker.
Elmore James foi um guitarrista de blues da década de 50.
Algumas de suas composições ficaram mais famosas justamente com a regravação de artistas mais novos.
Com uma voz marcante, técnica e feeling invejáveis no slide, não é a toa que Elmore James tenha influenciado tanta gente.
Antes de sua carreira solo, o cara tocou com Sonny Boy Williamson, outro ícone do Blues que merece um post de homenagem aqui. Provavelmente em outra oportunidade.
Hoje, vamos ouvir Elmore James. Blues before Sunrise.
O blues teve um filho, e o nome dele é rock n' roll. Curta Shake your Money maker.
segunda-feira, 17 de junho de 2013
Best of Blues - 11/6/2013
Terça passada, fui ao festival Best of Blues. Comprei os ingressos com certa antecedência. Era uma rara oportunidade que eu teria de assistir uma talentosa cantora que tinha conhecido: Shemekia Copeland.
O festival teve uma alteração. O ingresso que comprei era para o dia anterior, segunda-feira, mas que por algum motivo, fora transferido para a terça. Fiquei puto, a princípio. Depois, vi que sairia na vantagem: além das atrações que eu tinha escolhido para prestigiar, fui beneficiado com o show do mítico Buddy Guy.
O primeiro show foi arrepiante, com direito a lágrimas da minha noiva. She felt the blues!
Shemekia Copeland, com apenas 34 anos, mostrou que o blues está no sangue. Filha de Johnny Copeland, é uma cantora fantástica. Vale a pena conhecer.
Depois, houve o show do Dr. John e, mais tarde, o artista que vou homenagear neste post: Taj Mahal.
A noite foi encerrada pelo Buddy Guy, que dispensa apresentações. Foi um show sensacional. Faltam adjetivos para descrever, mas hoje quero falar do Taj Mahal porque sua atuação foi absolutamente surpreendente.
A sonoridade do cara mistura ritmos caribenhos e africanos. Não sei explicar como. A coisa simplesmente soava assim e era possível identificar claramente os dois estilos. Pensei se eram os efeitos do violão, se eram só as melodias e harmonias. Sei lá.
Por tocar uma música tão fiel às origens africanas, o blues do Taj Mahal Trio batia forte no peito e mexia com as minhas vísceras. Foi quase um mantra. Um êxtase religioso. Fiquei boquiaberto todo o tempo. Como um senhor de 71 anos de idade consegue ter uma voz daquelas?
Um talentoso estudioso do Blues, Taj Mahal falou pouco em português, mencionou Jorge Bem Jor, cantou um trechinho de "Taj Mahal" e arrancou risos da plateia. Considerando o que eu tinha ouvido até então, até achei que ele tocaria algo relacionado ao samba. Não rolou, mas o cara sabia do que estava falando.
Taj Mahal foi uma marcante redescoberta para mim.
Um show completo.
O festival teve uma alteração. O ingresso que comprei era para o dia anterior, segunda-feira, mas que por algum motivo, fora transferido para a terça. Fiquei puto, a princípio. Depois, vi que sairia na vantagem: além das atrações que eu tinha escolhido para prestigiar, fui beneficiado com o show do mítico Buddy Guy.
O primeiro show foi arrepiante, com direito a lágrimas da minha noiva. She felt the blues!
Shemekia Copeland, com apenas 34 anos, mostrou que o blues está no sangue. Filha de Johnny Copeland, é uma cantora fantástica. Vale a pena conhecer.
Depois, houve o show do Dr. John e, mais tarde, o artista que vou homenagear neste post: Taj Mahal.
A noite foi encerrada pelo Buddy Guy, que dispensa apresentações. Foi um show sensacional. Faltam adjetivos para descrever, mas hoje quero falar do Taj Mahal porque sua atuação foi absolutamente surpreendente.
A sonoridade do cara mistura ritmos caribenhos e africanos. Não sei explicar como. A coisa simplesmente soava assim e era possível identificar claramente os dois estilos. Pensei se eram os efeitos do violão, se eram só as melodias e harmonias. Sei lá.
Por tocar uma música tão fiel às origens africanas, o blues do Taj Mahal Trio batia forte no peito e mexia com as minhas vísceras. Foi quase um mantra. Um êxtase religioso. Fiquei boquiaberto todo o tempo. Como um senhor de 71 anos de idade consegue ter uma voz daquelas?
Um talentoso estudioso do Blues, Taj Mahal falou pouco em português, mencionou Jorge Bem Jor, cantou um trechinho de "Taj Mahal" e arrancou risos da plateia. Considerando o que eu tinha ouvido até então, até achei que ele tocaria algo relacionado ao samba. Não rolou, mas o cara sabia do que estava falando.
Taj Mahal foi uma marcante redescoberta para mim.
Um show completo.
quarta-feira, 12 de junho de 2013
Back in town
Na primeira vez que ouvi um som dos caras, na Kiss FM, achei foda. Aí, veio o solo de guitarra. Lindo demais.
A música em questão era "She knows" e a banda, Thin Lizzy.
Resolvi ir mais a fundo. Lembrei que o Metallica tinha feito uma versão de outra música deles: "whiskey in the jar". A original é fantástica também.
Formada em 1969 em Dublin, a banda toca um hard rock bem estradeiro. Daqueles sons que fazem você se imaginar em uma Harley Davidson ou em um Cadillac numa viagem pela rota 66. Ou simplesmente viajando sem rumo por aí.
A sonoridade é bem peculiar. Um drive leve de guitarra, influências do blues, rock, psicodelia, country e música folclórica irlandesa.
Hora de curtir o som dos caras.
"Eu vou tomar rum de abadá!". Um falso cognato em "Whiskey in the jar".
Um lindo solo de guitarra em "she knows".
Um show completo.
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