quarta-feira, 17 de abril de 2013
Respect
Otis Redding é outro artista fantástico que descobri nos discos da minha mãe.
Começou sua carreira nos anos 60 com músicas lindas, cheias de suingue e feeling. A voz do cara é encorpada e poderosa, assim como os grandes da Soul Music.
Suas gravações são demais, mas o que realmente me surpreendeu no Otis Redding foi a quantidade de composições que eu só conhecia em versões de outros artistas.
Antes de mostrá-las, vamos primeiro ouvir seu maior sucesso: (Sitting on) the dock of the bay:
Será que a versão abaixo vai surpreender você tanto quanto eu fiquei surpreso ao descobrir que ele era o autor?
E essa?
Por fim, um registro de suas apresentações:
segunda-feira, 15 de abril de 2013
Let the good times roll
Desde criança, sempre fui fã de Tom & Jerry, e tem um episódio em que o Tom vai fazer uma serenata para uma gatinha usando um contra-baixo acústico. Alguém se lembra?
Queria saber quem era o autor dessa música, ou pelo menos, o principal intérprete.
Depois de ouvir a letra e fazer aquela pesquisa básica, achei o nome: Louis Jordan.
Um dos grandes pioneiros do Jazz e Blues, o cara surgiu entre a década de 30 e 50 com um som bem alto astral e foi influência para diversos artistas, incluindo o mítico B.B. King.
Aliás, o B.B. King gravou um álbum tributo ao Louis Jordan. Um disco sensacional.
No YouTube, dá para achar uns sons e apresentações. Vale a pena conhecer.
Abaixo, uma versão de "Is you is, or is you ain't my baby":
"Let the good times roll", um som ideal para relaxar e curtir uma cerveja. Na versão do B.B. King.
Para encerrar, mais uma de Jordan.
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quarta-feira, 10 de abril de 2013
Éramos cinco
Antes das esquisitices, histórias bizarras, novos oportunistas, super produções e do reinado, havia uma banda.
Cinco integrantes talentosos. Segundo a mídia, não tanto quanto o vocalista principal.
Ao que me consta, a dinâmica familiar e a intimidade deles não era tão importante para a imprensa. Isso ajuda.
Assim era o Jackson Five. Um grande sucesso da Motown no fim dos anos 60 e começo dos 70.
A carreira solo do Michael Jackson é sensacional, mas aqui no Revival, quis "redescobrir" a banda que o lançou. Eles também faziam um puta som.
Abaixo, Dancing Machine. No gás!
Um show completo dos caras.
segunda-feira, 8 de abril de 2013
Blind blues
Quando era menor, gostava de ver o "Momento Jazz" que passava no Multishow. Foi lá que vi um show do B.B. King em um bar.
Gostava daquela atmosfera e clima. Ver pessoas sentadas na mesa de um bar pensando na vida, curtindo um som e tomando umas cervejas. E eu nem bebia na época. Era uma cena de filme que eu me imaginava.
Desde aquele dia, passei a curtir, pesquisar, estudar e conhecer os artistas de blues. Suas histórias, biografias, músicas. Quis roubar suas frases de guitarra e aprender suas técnicas. Invejava profundamente a musicalidade de cada um deles.
Um dia, em 2002, fui convidado para ir no show do Robert Cray, que eu conhecia do tributo ao Stevie Ray Vaughan, dividindo a noite com um tal de Jeff Healey.
Que surpresa.
Um cara cego, sentado em uma cadeira, tocando a guitarra deitada em seu colo. Fiquei impressionado. Com a guitarra nessa posição, como se fosse um piano, ele ganhava mais um dedo da mão esquerda (mão da escala) para tocar.
Com um repertório que viajava entre o blues e o rock n' roll, Jeff Healey fez um show que, na minha opinião, ofuscou o de Robert Cray, outro cara foda.
Eu não conseguia acreditar no som daquele cara, que cantava e tocava para caralho. Em alguns momentos da apresentação, ele se levantava e curtia o momento com a banda. Eu ficava aflito nesses momentos, mas percebia que ele contava os passos até a cadeira em que estava.
Jeff Healey foi o primeiro grande bluesman que vi ao vivo. Isso tornou a morte dele, em 2008, ainda mais triste.
Abaixo, sua versão de Roadhouse Blues.
Um encontro com Stevie Ray Vaughan.
Por fim, um show completo.
quarta-feira, 3 de abril de 2013
Heart Full of Soul
Poucas bandas podem dizer que tiveram guitarristas lendários. Mas nenhuma pode dizer que teve três, além dos Yardbirds. Se você nunca ouviu falar deles, provavelmente já ouviu falar de Jimmy Page, Eric Clapton e Jeff Beck. Se nunca ouviu falar deles, calma. O Revival tá aqui pra isso, amiguinho.
Uma das formações da banda.
Pra mim, esses sessentistas tinham tudo a mesma cara.
Pra mim, esses sessentistas tinham tudo a mesma cara.
Bom, o resumo da história é o seguinte: a banda começou com uma pegada bem blues, daí a música "For Your Love" que era meio comercial fez sucesso e o Eric Clapton ficou putinho por isso, o que resultou na sua saída da banda. Aí veio o tal Jeff Beck e deixou tudo psicodélico pra caralho, mas ele chamou o Jimmy Page pra tocar junto, e um tempo depois acabou saindo também. Depois disso o Page quis montar os "New Yardbirds" que viraria uma banda totalmente diferente chamada "Led Zeppelin". Mas isso aí é outra história. Se liga no que emputeceu o Clapton Fura-Zóio:
E a fase psicodélica, com o número de arco de violino que consagrou Page mais tarde no Zep:
De chorinho, vou deixar a música que deu nome ao post:
Espero que curtam, pois essa banda é do caralho, apesar de ter feito pouco sucesso comercial. Divirtam-se e keep on rocking, kids. Até a próxima!
O albino maluco do Texas
Eu sou suspeito para falar do Johnny Winter.
Assistir o cara em Nova York, no bar do B.B. King, foi inesquecível.
Tudo é impressionante. As músicas, sua voz, as guitarras, a banda, a energia, o astral. Mais incrível ainda, é ver que, mesmo aos 69 anos e tocando sentado, o cara ainda consegue manter todo o pique de seus shows.
Nas gravações e apresentações do Johnny Winter, é fácil perceber o quanto ele flerta tanto com o Blues, como com o Rock n' Roll.
Mais que nos outros posts aqui, fica muito difícil escolher qual música publicar. Vou seguir o critério e compartilhar o primeiro som que ouvi dele.
Bony Moronie, do disco Captured Live. É a primeira faixa desse registro ao vivo que já vem chutando com dois pés no peito. A levada do som já mostra a energia da banda. O baterista parece o Animal dos Muppets. E o "duelo" de guitarras de Johnny e Floyd Radford é indescritível.
Abaixo, dois shows. No primeiro, Johnny Winter em 1979:
Este outro mais recente, de 2007.
segunda-feira, 1 de abril de 2013
Still crying...
Quando ouço Marvin Gaye, três pensamentos passam pela minha cabeça. Respectivamente:
1 - Caralho! Que voz foda!
2 - Como ele faz esse drive suave?
3 - O pai dele é um filho da puta mesmo!
Em 1º de abril de 1984, o pastor Marvin Pentz Gay Sr, assassinou seu próprio filho com um tiro, após uma briga.
Ao meu ver, a morte de Marvin Gaye é a mais dramática da música popular.
Esquecendo a indignação, vamos ao que interessa. O fantástico legado que foi deixado.
Marvin Gaye era sensacional. Multi-instrumentista e compositor.
Daqueles caras que me fazem querer vender minhas guitarras, parar de estudar música e me recolher na minha insignificância.
Músicas carregadas de amor e sensualidade.
Composições que são sempre atuais, cheias de atitude, mensagens fortes e mostram que, em essência, o mundo não mudou quase nada.
Muitas mães continuam chorando, irmãos morrendo e poucos perceberam que a guerra não é a resposta.
What's going on?
Um show completo:
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