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quarta-feira, 22 de maio de 2013

Três reis eternos

Alguns ensaios atrás, lá estava eu, todo feliz e pimpão, improvisando meus solos de guitarra Blues com pentatônicas, pentatônicas m6, arpejos. Curtindo o som.

Até que chegou o momento de tocar uma música do primeiro rei deste post. O lendário B.B. King. Exceto por uma frase ou outra que já tinha memorizado e/ou executado por instinto, é quase impossível manter um improviso com a beleza e perfeição de Riley Ben King.

Percebo que guitarristas fritadores punheteiros, embora eles não admitam, subestimam B.B. King. Dizem que respeitam porque leram em alguma Guitar Player ou Cover Guitarra que o cara é bom, mas, no fundo, não entendem o motivo. Eles estão em seus quartos, com os metrônomos no turbo, fazendo exercícios de semifusas e os últimos sweep pickings de Malmsteen. Tudo para compor músicas que são apenas variações dos mesmos exercícios. Ou então, irem na apresentação do G3, com a plateia composta apenas de outros alunos punheteiros de guitarra.

Se você se enquadra na situação acima e quer um desafio, tenho uma dica: estude B.B. King. É uma das coisas mais difíceis de se tocar.

Curtam um show do rei de 1983.


Daí, lembrei que B.B é o último rei do blues vivo. Vale a pena fazer um post de homenagem aos outros dois: Freddie e Albert.

Freddie King, "the Texas Cannonball" é autor de diversos clássicos do Blues. Assim como Otis Redding, várias de suas interpretações foram regravadas por artistas mais contemporâneos, como Eric Clapton, Johnny Winter e até mesmo uma versão no primeiro G3 de "Going Down", com Satriani, Vai e Eric Johnson.


E going down no G3.


Não só por seus 1,93 m de altura e 118 kg, Albert King é um gigante. Com sua Gibson Flying V, uma voz marcante e encorpada e sucessos como "Born under a bad sign", o cara foi influência de meio mundo, mas uma pessoa em especial merece destaque aqui: Stevie Ray Vaughan.

Confira mestre e discípulo (que também é um mestre) na jam abaixo:


Vi B.B. King em sua última passagem pelo Brasil, em 2012. Saber que ele já está com 87 anos gera um sentimento de admiração e, ao mesmo tempo, um aperto no peito. Nossos reis deveriam ser eternos.

Para encerrar, outra jam. Dê uma olhada neste time.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Heart Full of Soul

Poucas bandas podem dizer que tiveram guitarristas lendários. Mas nenhuma pode dizer que teve três, além dos Yardbirds. Se você nunca ouviu falar deles, provavelmente já ouviu falar de Jimmy Page, Eric Clapton e Jeff Beck. Se nunca ouviu falar deles, calma. O Revival tá aqui pra isso, amiguinho.


Uma das formações da banda.
Pra mim, esses sessentistas tinham tudo a mesma cara.

Bom, o resumo da história é o seguinte: a banda começou com uma pegada bem blues, daí a música "For Your Love" que era meio comercial fez sucesso e o Eric Clapton ficou putinho por isso, o que resultou na sua saída da banda. Aí veio o tal Jeff Beck e deixou tudo psicodélico pra caralho, mas ele chamou o Jimmy Page pra tocar junto, e um tempo depois acabou saindo também. Depois disso o Page quis montar os "New Yardbirds" que viraria uma banda totalmente diferente chamada "Led Zeppelin". Mas isso aí é outra história. Se liga no que emputeceu o Clapton Fura-Zóio:


E a fase psicodélica, com o número de arco de violino que consagrou Page mais tarde no Zep:


De chorinho, vou deixar a música que deu  nome ao post:


Espero que curtam, pois essa banda é do caralho, apesar de ter feito pouco sucesso comercial. Divirtam-se e keep on rocking, kids. Até a próxima!