sexta-feira, 12 de julho de 2013

Semana do Rock: Your entire future

"Listen to Tommy with a candle burning and you'll see your entire future"

- Quote from "Almost Famous"

Graças a Dio, o rock trouxe tantos álbuns bons que fica difícil escolher qual homenagear. Mas os mais clássicos talvez sejam mais conhecidos, então, numa proposta bem Revival, escolhi "Tommy". Tire um tempo para escutá-lo, acenda uma vela e lembre-se:


Por que "Tommy" é foda:
+ Um grande exemplo de álbum com continuidade
+ Conta uma história
+ É o melhor álbum do "The Who", o que não é pouca bosta
+ Mostra seu futuro

Quer ver? Então dê o play!


Tommy by Enzo Sunahara on Grooveshark


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Semana do Rock 2.

Semana do Rock 3.

Semana do Rock 4.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Semana do Rock: What is and What Should Never Be

O dia foi duro. Em uma fase estranha da vida, na qual o simples fato de ir direto para casa era uma derrota, havia um momento próprio de criação que se repetia naquele dia: uma dose de scotch, uma música e uma página em branco. Éramos rockstars e não sabíamos.

Quantas e quantas vezes eu não parei pra compor com trilha sonora e uma dose de uísque. Não sei se a poética desse clichê que me pegou, ou se tenho alma de roqueiro velho e não sabia. Só sei que, mesmo com a dura polêmica de escolher um álbum do Led Zeppelin pra falar sobre, escolhi o segundo. Porque meu favorito é o quarto álbum, uma obra-prima da humanidade, mas o segundo foi o que mais me inspirou.

Capa pra você não errar na hora de comprar na loja.

Por que o Led Zeppelin "II" é foda:
+ Saiu em 1969, que foi um puta ano pra música
+ Mistura rock, blues e folk
+ É considerado um dos álbuns mais influentes da história
+ Foi gravado em estúdios obscuros e precários
+ Tem solo de bateria do John Fucking Henry Bonham
+ Tem "What is and What Should Never be"

Led Zeppelin II by Enzo Sunahara on Grooveshark

"...and if I say to you tomorrow..."

Divirta-se!

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quarta-feira, 10 de julho de 2013

Semana do Rock: Tarantinos


Depois de uma década de álbuns usando sintetizadores, em 1996, o ZZ Top lançou um disco que é uma paulada.

Rhytmeen trouxe de volta o som do ZZ Top que todos querem ouvir: sujo, bluesy, cru, pesado e que faz você se imaginar correndo com uma Harley por alguma longa estrada. De preferência, no meio de um deserto.

Os timbres de guitarra estão maravilhosos. Um drive fantástico para ouvir os riffs e solos de Gibbons. O baixo de Dusty Hill está bem pesado. Preenche tão bem o som que nem parece que a banda é um simples power trio.

Uma das faixas do álbum, "She's just killing me", foi trilha sonora de "Um drink no inferno".

Mais um disco para curtir acompanhado de muitas cervejas.


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Semana do Rock 2

terça-feira, 9 de julho de 2013

Semana do Rock: No more hair metal

Muddy Waters tem uma música chamada "The Blues had a baby, and they named Rock n' Roll". É uma grande verdade.

Sou suspeito para falar, mas meus álbuns favoritos de rock são aqueles que flertam com o Blues. Discos que têm estilo próprio, mas claramente mostram suas origens.

O segundo álbum da semana é Restless Heart, do Whitesnake, lançado em 1997.



O disco claramente mostra que o Coverdale queria se livrar do esteriótipo Metal Farofa dos anos 80 para fazer um som mais cru e bluesy dos anos 70.

As inúmeras letras com a palavra "love" continuam, mas as linhas de guitarra, timbres, harmonias e melodias cumprem bem a proposta. Adrian Vanderberg, o "holandês voador", fez solos mais simples, de muito bom gosto. Sem aquela punhetagem guitarrística do hair metal.

Não preciso falar nada da voz do Coverdale: impecável. Fúria e suavidade na medida certa.

Hora de curtir Restless Heart!


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Semana do Rock

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Semana do Rock

Dia 13 de julho é o Dia Mundial do Rock. Por isso, combinei com o Enzo de fazermos uma maratona de nossos álbuns favoritos durante toda a semana. Um grande tributo.

Tínhamos conversado várias vezes, e ele até postou aqui sobre o assunto, que a geração iTunes/MP3 não sabe o prazer que é comprar um álbum na loja com capa, encarte e um grupo de músicas que representa a banda em algum determinado momento. Suas intenções, mensagens, contexto histórico e etc.

Abrir o plástico e ouvir o disco pela primeira vez, enquanto folheia o encarte e acompanha as letras. Não vou entrar no mérito aqui das sacanagens das gravadoras ao longo dos anos, piratarias, compartilhamentos e etc. Só vou falar da sensação inocente de comprar, ouvir e curtir um LP ou CD.

É diferente de um pendrive com MP3 e músicas agrupadas em ordem alfabética, ordem crescente de tamanho ou qualquer outro critério. As faixas tinham uma sequência por um motivo. Simplesmente diferente.

O primeiro disco da semana é o Powerage do AC/DC. Por sinal, meu disco favorito da banda que mais me inspirou como guitarrista até hoje.



Powerage foi gravado em 1978 e é o quinto álbum dos caras. Ainda com Bon Scott nos vocais, o disco tem uma sonoridade bluesy que me conquistou logo na primeira vez que ouvi. Ele mostra um amadurecimento da banda e um retorno às origens blueseiras de Angus e Malcolm Young.

Foi um ano até que movimentado. O Sex Pistols anunciavam o fim da banda; Black Sabath lançava seu oitavo disco, o último com Ozzy; Whitesnake e The Police lançavam seus álbuns de estreia; Rush lançava o Hemisphere e Ramones, o Road to Ruin, com o baterista Marky Ramone.

A primeira faixa que ouvi do Powerage foi Gone Shootin'. Ironicamente, no disco que tinha a trilha sonora do longa do Beavis e Butthead. Mais tarde, comprei o álbum e fiquei impressionado com os riffs, timbres e pegada.

Gone Shootin'.


Álbum completo.


Não me lembro onde li que o AC/DC é o Rolling Stones plugado no 220 v. Faz muito sentido.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Booze and bikes

O artista selecionado para hoje faz uma trilha sonora perfeita para ficar em um bar esfumaçado de beira de estrada (de preferência na Rota 66) jogar sinuca e tomar cerveja. Ou whisky. Ou bourbon. Ou tequila.

Um blues bem puxado para o rock.

A primeira vez que ouvi George Thorogood foi no game de Mega Drive "Rock n' Roll Racing". Mais tarde, fui reconhecer que aquela musiquinha que embalava as corridas fazia parte do Exterminador do Futuro 2.

Junto com os Destroyers, George Thorogood faz ótimas versões de blues clássicos, além de suas próprias composições. Um som energético, pesado e divertido.

Na estrada desde a década de 70, o cara tira um timbre bem peculiar de sua guitarra. Certa vez, li que para suas semi acústicas não fazerem muita microfonia, ele preenche o corpo delas com jornal (!) e papel amassado. Curiosidade para guitarristas.

Vamos com a clássica "Bad to the Bone":


O clipe de "I drink alone".


Um show completo.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Mais Influências?

As apresentações têm coreografias, uma banda competente e um vocalista que chama todas as atenções por seu carisma e voz poderosa. Michael Jackson? Prince? James Brown?

Não. Alguns anos antes, um cantor seria influência para esse tipo de show: Cab Calloway.

Cab era o líder de uma das mais famosas big bands de Jazz nos Estados Unidos. A primeira vez que vi o cara foi no filme "Blues Brothers", na cena em que ele precisa entreter a plateia por conta do atraso de Elwood e Jake.

Na ocasião, ele canta "Minnie the moocher", seu primeiro sucesso gravado em 1931. Abaixo, uma apresentação energética.



Um trecho do filme Stormy Weather, com os Nicholas Brothers:


É possível ver de onde Michael Jackson se inspirou.


Por fim, mais uma apresentação de "Minnie, the Moocher", só que dessa vez, em um desenho bem lisérgico da Betty Boop: