Do gospel para o soul. Esse era um caminho musical bem comum para vários artistas.
Não foi diferente para Sam Moore e Dave Prater, em 1961.
A primeira vez que ouvi um som dos caras foi quando tive uma coletânea de sons da década de 60. Mais tarde, vi uma versão ótima dos Blues Brothers para Soul Man.
Converter o "fervor religioso" em feeling e aproveitar toda a técnica vocal dos corais das igrejas norte-americanas em músicas cheias de groove e energia foi uma boa ideia.
Curta o trabalho de Sam e Dave.
Playlist:
Soul Man:
Dave morreu em um acidente de carro. Sam Moore continua na ativa!
Caos sempre combina com banda de rock. Mas a história do Def Leppard é tão caótica que podia virar filme. Aliás, acabou virando: Hysteria.
Cara, quando eu falo isso, não é mimimi. A banda é bem legal, das minhas favoritas, apesar de ter toda aquela farofa dos anos 80 e ter rumado pra um caminho mais pop. Eles têm muitos méritos e um som do caralho. E um atrativo foda pra uma banda de rock: um baterista que só tem um braço.
Pra tocar assim tem que ser FODA
Enfim, Def Leppard é uma dessas bandas que você acha que não conhece, acha o nome puta bizarro, mas eu aposto que já ouviu algo deles. Divirtam-se buscando uma delas na coletânea!
Muita gente tem reclamado que a gente só fala de gringo aqui. O Wilsão fez o primeiro post brasuca, e eu resolvi me mexer e fazer um também. Pra ser sincero, eu sou muito crítico do que as pessoas têm chamado de "rock nacional", daí muitas vezes prefiro ficar quieto porque já quase fui linchado diversas vezes por expressar minha opinião. Mas tem um cara que pra mim foi o que melhor conseguiu juntar brasilidade com rock n' roll. É ele: Raul Seixas.
Eita, porra. Bicho doido!
Antigamente, da época em que não dava pra botar 835.471 mp3 num pen drive, ligar o shuffle e fazer aquela farofada musical com a discografia de todas suas bandas favoritas baixadas por torrent, as pessoas levavam CD no carro. E quem não tinha discman (que dirá iPod, né) tinha que escutar o que tava rolando, normalmente o que os pais escutavam.
Daí eu enchia o saco do meu velho, dizendo que ele só ouvia bosta, quando mais tarde acabaria querendo roubar dele aqueles velhos CDs que tocavam no carro... Enfim. Foi daí que meu pai sacou uma coleção "Millenium" do Raul e, pra espanto geral, eu achei do caralho. Ouvimos tanto aquelas letras retardadas no trajeto Pilar do Sul - Piedade, Piedade - Sorocaba e até Piedade - Umuarama, que, um dia, meu velho me deu o CD. Meu primeiro CD de rock, com várias pérolas do Raulzito, que hoje muita gente tenta transformar em chacota ironizando a pedida "Toca Raul".
Mas a verdade é que o baiano foi foda e merece muito respeito! E, por isso, deixo com vocês uma lista que mostra como dá pra misturar ritmos e letras brasucas com o true rock n' roll.
Não me venham com esses papinhos de pacto com o demo, ok? Estamos aqui pra falar de música, não fofocar.
De vez em quando, as ideias para post do Revival vêm do nada.
Hoje, lembrei de uma banda que um amigo é fã, e que eu ainda não tinha conhecido muita coisa. Aí, resolvi procurar algum vídeo deles para deixar de trilha sonora nos fones de ouvido durante o expediente.
Não me arrependi. King Crimson tem um som pesado, viajante e cheio de influências do jazz e música erudita.
Formada pelo guitarrista Robert Fripp e baterista Michael Giles em 1969, a banda é mais um exemplo da técnica sendo utilizada em prol da música, e não o contrário. Em sua obra, eles conseguiram criar climas e atmosferas em sons que fazem você viajar.
Tempos malucos, mensagens fortes, melodias tensas e harmonias elaboradas. Tudo está presente.
Após fazer uma pesquisa, fiquei na dúvida se eu escreveria sobre o Ted Nugent aqui.
As lendas dizem que o cara é um redneck doidão, conservador e até mesmo racista e preconceituoso. Daqueles norte-americanos bem irritantes que são contra a imigração ilegal no país, mas esquecem que todos eles não são americanos nativos.
Mas esse não é o assunto aqui.
Vamos ouvir os riffs e o hard rock de qualidade que Ted Nugent toca com sua guitarra semi acústica e overdrive bem característico.
Ao longo de sua carreira, o cara foi bastante influenciado pela MPB, chegando a gravar com vários artistas brasileiros, como Titãs e Gilberto Gil.
Nascido na Jamaica e seguidor da religião islâmica, Jimmy sofreu bastante preconceito com os radicais da religião rastafári. Por isso, acabou saindo do país e fazendo bastante sucesso na América do Sul e na Europa. Esse fato com certeza serviu para popularizar o reggae pelo mundo.
Suas canções têm muitas mensagens fortes, como o primeiro vídeo que vou postar aqui: Harder they come.
Para encerrar, acesse o link abaixo e curta um show completo do cara.
Escrever aqui no Revival não é só compartilhar os artistas que marcaram o mundo da música e nossas vidas. O processo de publicar aqui acabou fazendo com que a gente pesquisasse músicos e bandas que fizeram sucesso há algum tempo, mas que, mesmo sumidos, têm uma qualidade infinitamente superior a alguns de seus contemporâneos.
A grande redescoberta da semana foi o Lester Chambers.
Sucesso na década de 60 com os Chamber Brothers, mesmo hoje, aos 73 anos, o cara tem uma voz poderosa e cheia de vitalidade.
Mais um artista que sofreu com o poder e sacanagens das gravadoras: ele não recebeu nenhum de seus royalties de 1967 até 1994.
Hora de curtir o som suingado e cheio de groove do cara.