Ao longo de sua carreira, o cara foi bastante influenciado pela MPB, chegando a gravar com vários artistas brasileiros, como Titãs e Gilberto Gil.
Nascido na Jamaica e seguidor da religião islâmica, Jimmy sofreu bastante preconceito com os radicais da religião rastafári. Por isso, acabou saindo do país e fazendo bastante sucesso na América do Sul e na Europa. Esse fato com certeza serviu para popularizar o reggae pelo mundo.
Suas canções têm muitas mensagens fortes, como o primeiro vídeo que vou postar aqui: Harder they come.
Para encerrar, acesse o link abaixo e curta um show completo do cara.
Escrever aqui no Revival não é só compartilhar os artistas que marcaram o mundo da música e nossas vidas. O processo de publicar aqui acabou fazendo com que a gente pesquisasse músicos e bandas que fizeram sucesso há algum tempo, mas que, mesmo sumidos, têm uma qualidade infinitamente superior a alguns de seus contemporâneos.
A grande redescoberta da semana foi o Lester Chambers.
Sucesso na década de 60 com os Chamber Brothers, mesmo hoje, aos 73 anos, o cara tem uma voz poderosa e cheia de vitalidade.
Mais um artista que sofreu com o poder e sacanagens das gravadoras: ele não recebeu nenhum de seus royalties de 1967 até 1994.
Hora de curtir o som suingado e cheio de groove do cara.
"Listen to Tommy with a candle burning and you'll see your entire future"
- Quote from "Almost Famous"
Graças a Dio, o rock trouxe tantos álbuns bons que fica difícil escolher qual homenagear. Mas os mais clássicos talvez sejam mais conhecidos, então, numa proposta bem Revival, escolhi "Tommy". Tire um tempo para escutá-lo, acenda uma vela e lembre-se:
Por que "Tommy" é foda:
+ Um grande exemplo de álbum com continuidade
+ Conta uma história
+ É o melhor álbum do "The Who", o que não é pouca bosta
O dia foi duro. Em uma fase estranha da vida, na qual o simples fato de ir direto para casa era uma derrota, havia um momento próprio de criação que se repetia naquele dia: uma dose de scotch, uma música e uma página em branco. Éramos rockstars e não sabíamos.
Quantas e quantas vezes eu não parei pra compor com trilha sonora e uma dose de uísque. Não sei se a poética desse clichê que me pegou, ou se tenho alma de roqueiro velho e não sabia. Só sei que, mesmo com a dura polêmica de escolher um álbum do Led Zeppelin pra falar sobre, escolhi o segundo. Porque meu favorito é o quarto álbum, uma obra-prima da humanidade, mas o segundo foi o que mais me inspirou.
Capa pra você não errar na hora de comprar na loja.
Por que o Led Zeppelin "II" é foda:
+ Saiu em 1969, que foi um puta ano pra música
+ Mistura rock, blues e folk
+ É considerado um dos álbuns mais influentes da história
+ Foi gravado em estúdios obscuros e precários
+ Tem solo de bateria do John Fucking Henry Bonham
Depois de uma década de álbuns usando sintetizadores, em 1996, o ZZ Top lançou um disco que é uma paulada.
Rhytmeen trouxe de volta o som do ZZ Top que todos querem ouvir: sujo, bluesy, cru, pesado e que faz você se imaginar correndo com uma Harley por alguma longa estrada. De preferência, no meio de um deserto.
Os timbres de guitarra estão maravilhosos. Um drive fantástico para ouvir os riffs e solos de Gibbons. O baixo de Dusty Hill está bem pesado. Preenche tão bem o som que nem parece que a banda é um simples power trio.
Uma das faixas do álbum, "She's just killing me", foi trilha sonora de "Um drink no inferno".
Mais um disco para curtir acompanhado de muitas cervejas.
Muddy Waters tem uma música chamada "The Blues had a baby, and they named Rock n' Roll". É uma grande verdade.
Sou suspeito para falar, mas meus álbuns favoritos de rock são aqueles que flertam com o Blues. Discos que têm estilo próprio, mas claramente mostram suas origens.
O segundo álbum da semana é Restless Heart, do Whitesnake, lançado em 1997.
O disco claramente mostra que o Coverdale queria se livrar do esteriótipo Metal Farofa dos anos 80 para fazer um som mais cru e bluesy dos anos 70.
As inúmeras letras com a palavra "love" continuam, mas as linhas de guitarra, timbres, harmonias e melodias cumprem bem a proposta. Adrian Vanderberg, o "holandês voador", fez solos mais simples, de muito bom gosto. Sem aquela punhetagem guitarrística do hair metal.
Não preciso falar nada da voz do Coverdale: impecável. Fúria e suavidade na medida certa.
Dia 13 de julho é o Dia Mundial do Rock. Por isso, combinei com o Enzo de fazermos uma maratona de nossos álbuns favoritos durante toda a semana. Um grande tributo.
Tínhamos conversado várias vezes, e ele até postou aqui sobre o assunto, que a geração iTunes/MP3 não sabe o prazer que é comprar um álbum na loja com capa, encarte e um grupo de músicas que representa a banda em algum determinado momento. Suas intenções, mensagens, contexto histórico e etc.
Abrir o plástico e ouvir o disco pela primeira vez, enquanto folheia o encarte e acompanha as letras. Não vou entrar no mérito aqui das sacanagens das gravadoras ao longo dos anos, piratarias, compartilhamentos e etc. Só vou falar da sensação inocente de comprar, ouvir e curtir um LP ou CD.
É diferente de um pendrive com MP3 e músicas agrupadas em ordem alfabética, ordem crescente de tamanho ou qualquer outro critério. As faixas tinham uma sequência por um motivo. Simplesmente diferente.
O primeiro disco da semana é o Powerage do AC/DC. Por sinal, meu disco favorito da banda que mais me inspirou como guitarrista até hoje.
Powerage foi gravado em 1978 e é o quinto álbum dos caras. Ainda com Bon Scott nos vocais, o disco tem uma sonoridade bluesy que me conquistou logo na primeira vez que ouvi. Ele mostra um amadurecimento da banda e um retorno às origens blueseiras de Angus e Malcolm Young.
Foi um ano até que movimentado. O Sex Pistols anunciavam o fim da banda; Black Sabath lançava seu oitavo disco, o último com Ozzy; Whitesnake e The Police lançavam seus álbuns de estreia; Rush lançava o Hemisphere e Ramones, o Road to Ruin, com o baterista Marky Ramone.
A primeira faixa que ouvi do Powerage foi Gone Shootin'. Ironicamente, no disco que tinha a trilha sonora do longa do Beavis e Butthead. Mais tarde, comprei o álbum e fiquei impressionado com os riffs, timbres e pegada.
Gone Shootin'.
Álbum completo.
Não me lembro onde li que o AC/DC é o Rolling Stones plugado no 220 v. Faz muito sentido.