quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Cowabunga!

Uma banda que ficou muito conhecida por causa de uma música.

Uma vez, me falaram que era impossível uma propaganda ficar ruim com "Happy together". Não sei dizer se concordo.

O ponto é que várias marcas utilizaram esse som do The Turtles em seus filmes. Só de cabeça: Ford Focus, Smith Chips, Toyota, Nintendo e Heineken. Caraca!

Formada na década de 60, a banda soa como uma daquelas respostas ao sucesso inicial dos Beatles. Um rock-pop com várias vozes harmonizadas. Originalmente, os caras eram uma banda de surf-music e tentaram fazer a brincadeira clássica de trocar algumas letras do nome: antes de "The Turtles", chamavam-se "The Tyrtles".

Ouvir os Turtles é como fazer uma viagem no tempo. Experimente!



Se quiser ir direto para o clássico:

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Depois do uivo

Pelo que ouço por aí, de todos os guitarristas que tocaram com Ozzy, a imensa maioria das pessoas se lembra apenas de Randy Rhoads e Zakk Wylde.

Então, acho que cabe aqui relembrar o criativo Jake E. Lee.

O cara entrou na banda do Ozzy com a pressão de substituir o falecido Randy Rhoads. Ele se virou bem. Aguentou as loucuras do madman e fez parte de dois álbuns de grande sucesso (Bark at the moon e Ultimate sin).

Antes do Ozzy, Jake tocou também com Dio.

Mas hoje, vamos falar de outro momento de Jake E. Lee: a sensacional Badlands, formada logo após o período em que o guitarrista fez parceria com Ozzy.

Com Ray Gillen nos vocais, Greg Chaisson no baixo e Eric Singer na bateria, a banda tocou um hard rock de primeira no início da década de 90. Cru, pesado e energético.


Hora de curtir o som dos caras. Rock n' roll de verdade!


Em um show:


Dusk, álbum de 1999:


quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Hi, Chef!

Já falamos aqui sobre o inesquecível Barry White.

Mais ou menos na mesma época, surgia também outro importante cantor de voz muito grave.

Isaac Hayes foi um excelente compositor da Stax Records. Premiado com um Oscar pelo tema de Shaft, também teve um merecido reconhecimento pela co-autoria de "Soul Man", gravada originalmente por Sam & Dave.

Lembro que tive uma grande surpresa quando começou a passar South Park e vi que Isaac fazia a voz do "grande pegador" Chef.

Deve ter sido bem divertido. No YouTube, encontrei o vídeo do Isaac Hayes e sua banda tocando uma música que tinha sido interpretada pelo Chef no desenho.


O tema de Shaft:


E para compor a trilha da tarde.  Uma coletânea.


segunda-feira, 25 de novembro de 2013

A lot of reasons

Com uma deliciosa voz grave, Tracy Chapman é uma cantora que surgiu no fim dos anos 80.

Suas composições passeiam pelo Blues, Folk e Soul. O que tem para dar errado em uma mistura dessas?

A reservada cantora e guitarrista já tocou com grandes ícones, como Eric Clapton e o insuperável rei B.B. King.

Você já deve ter ouvido alguns de seus sons. Vamos lá!


Com o Rei do Blues:


Com Deus.


Para encerrar.

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Cereja do Funk

Será que podemos dizer que a primeira fruta do funk foi uma cereja?

Não. Não é nenhuma mulher cereja ou algo parecido. Estamos falando do funk de verdade.

Wild Cherry pode ser considerada uma banda de apenas um grande sucesso, o que é uma grande injustiça.

Formada na década de 70, os caras tocavam basicamente rock e funk, claramente inspirados em Sly and the Family Stone, que já apareceram aqui no blog. Veja aqui.

Esse "one hit" do Wild Cherry é a melhor maneira de conhecer a história da banda, já que é justamente disso que a música trata.

Play that funky music!


Vale a pena conhecer os outros trabalhos da banda e conferir a criatividade do guitarrista Rob Parissi.



Para encerrar.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Ele não canta

Uma vez um amigo meu me disse: "o Jeff Beck só não fez tanto sucesso quanto o Eric Clapton porque não canta.".

Faz sentido.

Jeff Beck ficou famoso quando substituiu Clapton no Yardbirds. Mais tarde, lançou seus discos em carreira solo, mas por serem basicamente instrumentais, não fizeram muito sucesso comercial. Uma pena.

Beck é muito criativo e único no universo guitarrístico. A primeira vez que ele me impressionou foi quando simulou uma cítara em sua Fender Stratocaster usando a alavanca da guitarra.

Ok. Isso foi punhetagem de guitarrista, mas de qualquer maneira, a carreira do cara não se resume a isso e vale muito a pena conhecer.

Abaixo, sua versão de "A day in life".



Um show completo:

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Desmond takes a trolley to the jeweler's store

Viagem minha no título.

O artista de hoje no Revival pouco tem a ver com "Obladi Oblada". Só o nome mesmo.

Paul Desmond é meu saxofonista favorito por um simples motivo: o silêncio.

Acho que já falei aqui que os músicos que mais admiro são aqueles que valorizam a melodia e que não fazem da música um esporte.

Na biografia de Chet Baker, "No fundo de um sonho" (recomendo!), eles falam que Chet gostava do silêncio quando fazia seus solos.

Em instrumentos de sopro, cada linha melódica é como uma frase falada. Precisa de tempos para respirar. Algo que muitos guitarristas deveriam aprender.

Assim como Chet, Paul Desmond tocava com esse referencial.

Abaixo, um de seus temas mais famosos: Take Five. Som que ele toca com o também brilhante Dave Brubeck.


Um trecho do álbum Duets. Um lindo duo de piano e saxofone.



Uma piração só para encerrar.